Ele criticou propostas dos EUA

Lula critica falta de ação da ONU e Conselho da Paz de Trump
O presidente Lula (PT) realizou críticas contundentes à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu discurso na Conferência Regional da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, em Brasília, nesta quarta-feira (4).
Durante seu pronunciamento, Lula expressou preocupação com a credibilidade da ONU, afirmando que a organização não está cumprindo seu papel estabelecido em 1945. “A ONU está cedendo ao fatalismo dos senhores das guerras e não tem espaço para os senhores da paz”, declarou.
* O presidente questionou a ausência de uma conferência mundial para debater os conflitos globais, especialmente sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia
* Lula reiterou suas críticas anteriores sobre a suposta omissão da ONU, lembrando que já havia questionado a organização em 2024 sobre as ações militares de Israel em Gaza
* O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também havia manifestado insatisfação com a demora do Conselho de Segurança em aprovar resoluções sobre o conflito entre Hamas e Israel
* O presidente brasileiro criticou duramente a proposta do Conselho da Paz apresentada pelos Estados Unidos
* Comparou a iniciativa a um “resort”, questionando a coerência de propor reconstrução após destruição massiva
* “Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças que mataram, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer: “Vamos reconstruir Gaza?””, questionou
Lula também abordou declarações recentes de Trump sobre o poderio militar americano, sugerindo que seria mais apropriado destacar a capacidade de produção e distribuição de alimentos do país. “Vocês acham normal o presidente Trump ficar o dia todo dizendo: “Eu tenho o maior navio do mundo! Eu tenho o maior Exército do mundo!”?”, indagou.
Por fim, o presidente brasileiro comentou sobre a situação de Cuba, argumentando que a fome no país é resultado de decisões políticas internacionais que impedem o acesso da ilha a recursos básicos. “Cuba não está passando fome porque não sabe produzir, porque não sabe gerar energia. Cuba está passando fome porque não querem que Cuba tenha aquilo a que todo mundo deveria ter direito”, concluiu.