
Foto: Banco Central/Reprodução
O mercado financeiro revisou para cima suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, elevando a estimativa de 4,12% para 4,31%, conforme divulgado pelo Boletim Focus nesta segunda-feira (31). Esta marca a terceira semana consecutiva de aumento nas expectativas inflacionárias. A revisão das projeções está diretamente relacionada à atual crise no setor de combustíveis, agravada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.
Apesar do cenário mais pessimista para a inflação, a previsão para a taxa Selic permaneceu inalterada em 12,50%. De acordo com Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, o conflito no Oriente Médio provocou um aumento significativo no preço do petróleo, chegando a aproximadamente 50%. "O que tende a pressionar também preços de outras commodities, elevando não somente a inflação de transportes, mas também de alimentos e possivelmente alguns bens industriais", afirmou.
A equipe de macroeconomia do Banco Inter atualizou sua projeção para o IPCA em 2026, passando de 3,8% para 4,3%, mantendo a expectativa de 3,4% para 2027. "A alta da inflação deve ter caráter transitório, se dissipando no segundo semestre. Com isso, mantemos nossa visão de longo prazo, com a inflação convergindo para próximo do centro da meta (3%) em 2027", explicou a especialista. O relatório também apresentou uma ligeira alteração na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que passou de 1,84% para 1,85%. A expectativa para a cotação do dólar permaneceu estável em R$ 5,40.