Suspeito alega que tentava separar briga entre cães

Guarda aposentado agride cachorro em elevador e pode responder por maus-tratos em SP
Christiano José Bezerra da Silva, guarda civil municipal aposentado, prestou depoimento à Polícia Civil sobre o caso de agressão ao próprio cachorro em um elevador de Praia Grande, litoral de São Paulo. O suspeito alegou que estava tentando apartar uma briga entre dois cães no momento do incidente.
O caso ganhou notoriedade após uma denúncia anônima feita ao 3° Distrito Policial de Praia Grande no dia 3 de março. As imagens das câmeras de monitoramento confirmaram as agressões, mostrando o momento em que Christiano agride um cão de pequeno porte.
* As autoridades receberam denúncia anônima e, após análise das imagens de segurança, confirmaram as agressões ao animal
* No dia 6 de março, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão para retirada do cachorro
* O suspeito faltou ao primeiro interrogatório, mas compareceu posteriormente acompanhado de advogado
* Durante o depoimento, Christiano José Bezerra da Silva alegou que utilizou força física para cessar agressões entre seus dois cachorros
O delegado Rodrigo Iotti, em entrevista, explicou que o laudo veterinário não constatou lesões no animal apreendido. No entanto, ressaltou que o caso configura crime de maus-tratos, considerado de perigo abstrato: “Configura crime, é um crime de mera conduta. Ou seja, maltratar animal, ainda que não cause a lesão, é crime. Portanto, ele vai responder por tal crime”.
Leonardo Camargo, advogado do acusado, considerou o laudo inconclusivo uma vitória para a defesa: “Ele veio inconclusivo para nenhum tipo de violência ao animal. Então está descartada a versão de violência nesse primeiro momento”. A defesa busca a devolução do animal à família.
Durante a apreensão do cachorro, houve resistência por parte da esposa do acusado, que chegou a trancar o animal em um cômodo do apartamento. Christiano José Bezerra da Silva posteriormente convenceu a esposa a entregar o cachorro aos agentes.
O caso segue em investigação, com as imagens do sistema de monitoramento servindo como evidência para análise do Ministério Público e da Justiça. O delegado informou que, após a conclusão do inquérito, o caso será remetido ao poder judiciário.