Ex-deputado minimizou importância da esposa de Jair Bolsonaro

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Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal pelo PL-SP, manifestou-se sobre a recente tensão familiar relacionada à escolha de seu irmão, Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência da República pelo PL. Em declarações feitas nesta sexta-feira, 27, Eduardo defendeu a decisão e minimizou a necessidade de consulta à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Durante entrevista ao UOL, Eduardo Bolsonaro comparou a estrutura do partido a uma organização militar, declarando: "Em governo é assim, todo mundo fica chateado. Um partido é uma hierarquia. Tem que ter general, coronel, a tropa ali embaixo". A escolha de Flávio Bolsonaro como candidato presidencial do partido evidenciou divergências familiares, especialmente com Michelle Bolsonaro, que demonstrou preferência pela candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Apesar das tentativas do PL em minimizar as tensões, trocas de indiretas nas redes sociais entre Michelle e Eduardo tornaram público o descontentamento. Sobre o papel de Michelle no processo decisório, Eduardo Bolsonaro foi enfático: "Ela está no PL Mulher, é uma candidata forte ao Senado pelo Distrito Federal e deve ser respeitada. Se ela ficou chateada por alguma ação do Flávio, é sentar para conversar e se entender. A decisão para a Presidência feita por Jair Bolsonaro não tinha, essencialmente, que passar por ela".
Eduardo e Flávio Bolsonaro encontram-se nos Estados Unidos para participar da Conservative Political Action Conference (CPAC) em Dallas, Texas, onde ambos farão discursos. Eduardo demonstrou surpresa ao ser informado que o ex-presidente Donald Trump não comparecerá ao evento pela primeira vez em uma década, revelando que esperava uma oportunidade de fotografar-se com Trump: "Mas ele confirmou que não vem? Estou sabendo agora".