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A Casa Branca minimizou nesta segunda-feira (30) as declarações pessimistas do Irã sobre as negociações para o fim da guerra, afirmando que estas não refletem as comunicações privadas entre as partes nos últimos dias. Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, destacou que "Apesar de toda a postura pública que se ouve do regime e das fake news, as negociações continuam e estão indo bem".
A porta-voz ainda enfatizou que "O que é dito publicamente é, obviamente, muito diferente do que nos é comunicado em privado". A manifestação da Casa Branca veio em resposta às declarações do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Esmaeil Baghaei, que classificou a proposta americana como contendo exigências "excessivas, irrealistas e irracionais". Esta posição contradiz diretamente a versão apresentada por Trump, que havia indicado que Teerã concordara com grande parte da proposta.
Contexto do Conflito
Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã tiveram início em 28 de fevereiro, com o presidente Donald Trump justificando a ação como necessária para eliminar a "ameaça" iraniana. Durante uma das operações, o aiatolá Ali Khamenei foi morto * Em resposta, o Irã iniciou uma série de ataques em todo o Golfo Pérsico * O conflito já resultou em mais de 2 mil mortes desde seu início.
A secretária Leavitt também advertiu que, caso o Irã rejeite o acordo proposto, Trump possui alternativas para "garantir que esse regime continue a pagar um preço muito alto, de uma forma ou de outra". As tensões entre os países permanecem elevadas, enquanto as negociações continuam nos bastidores, demonstrando uma clara divergência entre as comunicações públicas e privadas entre as nações envolvidas.