Ministro das Relações Exteriores confirmou medida

Foto: World Economic Forum/Flickr
O governo da Argentina formalizou oficialmente sua retirada da Organização Mundial da Saúde (OMS), marcando um momento histórico nas relações internacionais do país com organizações multilaterais. A decisão, que havia sido anunciada há um ano, foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno.
A decisão da Argentina segue uma linha similar à adotada anteriormente pelos Estados Unidos durante o governo Trump, refletindo uma postura crítica em relação à atuação da OMS, especialmente durante a pandemia de covid-19. O governo argentino expressou fortes críticas à organização, argumentando que suas recomendações eram baseadas em interesses políticos em vez de fundamentos científicos.
Em comunicado oficial através da plataforma X, o ministro Pablo Quirno enfatizou que a Argentina manterá sua participação na saúde global através de diferentes mecanismos. “A Argentina continuará promovendo a cooperação internacional em saúde por meio de acordos bilaterais e fóruns regionais, preservando plenamente sua soberania e sua capacidade de tomar decisões sobre políticas de saúde”, afirmou o ministro.
O processo de saída foi conduzido dentro dos prazos estabelecidos pelos tratados internacionais, conforme informado pelo Ministério das Relações Exteriores. Esta decisão representa uma mudança significativa na política externa argentina sob a administração do presidente Javier Milei, que tem buscado reformular as relações internacionais do país.