Atos pedem mudanças na legislação

Foto: Reprodução
A morte brutal do cão Orelha, em Florianópolis, provocou uma onda de manifestações por todo o Brasil. O animal, que era cuidado pela comunidade da Praia Brava há cerca de 10 anos, foi vítima de tortura por um grupo de adolescentes em 4 de janeiro, resultando em ferimentos tão graves que levaram à necessidade de eutanásia.
Em Brasília, aproximadamente 300 pessoas participaram de uma “cãominhada” organizada pela Associação ApDog, com apoio do Detran e da Polícia Militar. Apesar da chuva, o presidente da associação, Ítalo da Silva Araújo, considerou o protesto positivo: “Está sendo muito legal reunir essas pessoas para essa causa tão importante, que é o fim dos maus-tratos, fim à impunidade contra esses animais”.
* Quatro adolescentes, de famílias influentes de Florianópolis, foram identificados como responsáveis pela agressão através de imagens de câmeras de segurança e relatos de moradores
* A Polícia Civil de Santa Catarina realizou operação para cumprir mandados de busca e apreensão por maus-tratos e coação
* Três adultos, parentes dos investigados, foram indiciados por intimidação de testemunhas
* Dois dos suspeitos, que haviam viajado para os Estados Unidos após o crime, retornaram ao Brasil e deverão prestar depoimento
O protetor animal Adriano da Silva, que atua há 14 anos na área, destacou: “O intuito dessa manifestação é justamente melhorar as leis contra os maus-tratos, acabar com a impunidade, porque, infelizmente, ninguém fica preso por maus-tratos aos animais”.
Paula Carolina Ribeiro de Souza, consultora financeira, participou do protesto com seu cachorro Neguinho e expressou sua indignação: “O que mais impactou foi a forma como ele foi brutalmente morto, de uma maneira cruel, sem humanidade”.
As manifestações continuam em outras capitais. Em São Paulo, o protesto está marcado para o vão do Masp; no Rio de Janeiro, a concentração será em Copacabana; e em Belo Horizonte, na Feira Hippie.
Um adolescente inicialmente suspeito foi inocentado após comprovar que não estava envolvido no caso. A Delegacia de Proteção Animal de Santa Catarina confirmou sua inocência e o reconheceu como testemunha. O pai do jovem relatou à RecordTV que seu filho “nunca viu” Orelha.