Ele busca pilar estratégico para 2026

Lula busca cooperação com os EUA para combate ao crime organizado e trunfo eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece a segurança pública como pilar estratégico para 2026, articulando uma reorganização estrutural da política nacional e ampliando a cooperação internacional no combate ao crime organizado e narcotráfico.
Na última semana, Lula revelou ter encaminhado informações detalhadas ao presidente dos Estados Unidos, visando estimular uma cooperação direta entre os países. “Mandei material preparado pela minha Receita Federal, pela Polícia Federal, mandei as empresas, mandei os cinco navios que estão presos aqui”, declarou em entrevista ao portal UOL.
* O presidente informou que pretende levar uma comitiva aos Estados Unidos, incluindo o ministro da Justiça, diretor-geral da Polícia Federal, secretário da Receita Federal e procurador-geral da República
* Lula compartilhou casos específicos com autoridades norte-americanas, incluindo detalhes sobre suspeitos que residem em Miami
* “Se quiser combater o crime organizado e o narcotráfico, o Brasil está aqui na linha de frente”, afirmou o presidente
* A criação do Ministério da Segurança Pública está condicionada à aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional
* O presidente criticou o atual modelo de financiamento, destacando que o Fundo Nacional de Segurança Pública dispõe de apenas R$ 2 bilhões
* A PEC busca redefinir o papel da União na segurança pública, ampliando competências federais e fortalecendo o Sistema Único de Segurança Pública
O texto da PEC prevê a ampliação do escopo da Polícia Federal, incluindo investigações de milícias e crimes ambientais, além da transformação da Polícia Rodoviária Federal em Polícia Viária Federal. No entanto, a proposta enfrenta resistências de governadores de estados como Goiás, São Paulo, Minas Gerais e parte da região Sul.
Na avaliação do criminalista Henrique Attuch, a iniciativa internacional representa uma intensificação de mecanismos já existentes entre Brasil e Estados Unidos. O especialista destaca que o atual mandato tem sido marcado por ações consistentes contra organizações criminosas, citando operações como Carbono Oculto, que atingiu o núcleo financeiro do PCC.
O principal desafio permanece na retomada do controle de áreas onde o crime já se consolidou, incluindo centros urbanos, presídios e até órgãos públicos. A expectativa é consolidar um compromisso governamental mais robusto contra a criminalidade organizada, com efeitos concretos para a população.