Alguns indicadores podem ser avaliados

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Em meio à crescente preocupação com a saúde financeira das instituições bancárias após recentes liquidações pelo Banco Central (BC), torna-se crucial saber identificar notícias falsas para proteger investimentos. O artigo apresenta um guia completo sobre como verificar a credibilidade das instituições financeiras e proteger recursos.
A primeira etapa essencial é confirmar se a instituição possui autorização do Banco Central do Brasil, através do portal “Meu BC”.
* Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN) do Banco Central: oferece acesso direto aos dados financeiros das instituições
* Site Banco Data: apresenta indicadores financeiros com sistema visual de cores para classificação de riscos
* Sites de Relações com Investidores (RI): mantém informações financeiras detalhadas de cada instituição
* Índice de Basileia: deve ser no mínimo 11% para instituições gerais e 13% para bancos cooperativos, sendo ideal acima de 15%
* Lucro líquido recorrente: demonstra consistência na gestão financeira
* Taxa de inadimplência: percentual de empréstimos vencidos após 90 dias
* Índice de imobilização: indica capital retido em ativos fixos
* Rating de crédito: avaliações das principais agências classificadoras
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) oferece cobertura de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, para:
* Contas correntes e poupança
* CDB e RDB
* Letras financeiras específicas (LCI, LCA, LC, LH, LCD)
* Depósitos a prazo
* Operações compromissadas com títulos elegíveis
Para identificar possíveis problemas em instituições financeiras, deve-se observar:
* Reduções constantes no Índice de Basileia
* Prejuízos frequentes nos balanços
* Quedas no rating de crédito
* Taxas de retorno muito acima do mercado
* Entrada em regimes especiais do BC
Como exemplo recente, o Will Bank apresentou Índice de Basileia negativo de 5,3% em junho de 2024, mesmo com lucro líquido expressivo.
Para minimizar riscos, especialistas recomendam investimentos em Tesouro Direto e produtos financeiros de grandes bancos que contam com proteção do FGC.