Alemanha condena ações russas na guerra da Ucrânia
Chanceler falou sobre “barbárie absoluta”
Chanceler alemão Friedrich Merz acusa Rússia de Putin de “barbárie absoluta” às vésperas do quarto aniversário da invasão da Ucrânia
O chanceler alemão Friedrich Merz fez duras críticas à Rússia de Vladimir Putin, acusando o país de atingir um ponto de “barbárie absoluta”, em pronunciamento realizado na véspera do quarto aniversário da invasão russa da Ucrânia.
Em evento realizado em Berlim em apoio à Ucrânia, Merz destacou a gravidade do conflito que já se estende por quatro anos, resultando em destruição massiva de cidades e incontáveis perdas humanas, com a Rússia ocupando aproximadamente 20% do território ucraniano.
“Este país, sob esta liderança, encontra-se atualmente no ponto mais baixo da barbárie absoluta, e ninguém deve ter dúvidas sobre o tipo de regime e barbárie com que estamos lidando”, declarou Merz, acusando a Rússia de promover uma “guerra psicológica”.
O chanceler alemão enfatizou que, contrário à narrativa russa, o país não está próximo da vitória: “A Rússia quer que acreditemos nisso, mas os fatos são diferentes”. Merz destacou os avanços terrestres surpreendentes do exército ucraniano em fevereiro e o impacto das sanções na economia russa.
Apoio Internacional e Sanções
* A Alemanha mantém-se como segundo maior fornecedor de ajuda militar à Ucrânia, atrás apenas dos Estados Unidos
* Dados do Instituto de Kiel indicam que a contribuição alemã em ajuda militar alcançou 20 bilhões de euros até dezembro de 2025
* A União Europeia enfrenta obstáculos para implementar novas sanções contra a Rússia devido ao veto húngaro
* A Alemanha acolheu mais de um milhão de refugiados ucranianos até o final de 2025, segundo o cadastro central de estrangeiros
Merz fez um apelo aos parceiros europeus para manterem seus esforços de apoio à Ucrânia, alertando que “estamos em um momento crucial que pode decidir o destino de todo o nosso continente” e que o desfecho desta guerra terá “um impacto duradouro em nossas vidas e em nosso papel no mundo”.



