Ele refutou ilegalidade em relação a Lewandowski

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O caso do banco Master está se transformando em um embate político entre governo e oposição, com acusações mútuas após investigações envolvendo a instituição financeira. A ministra Gleisi Hoffmann reagiu às notícias que relacionam o governo a personagens investigados no caso.
A controvérsia se intensificou após a revelação de uma reunião entre o presidente Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre contratos entre o Master e figuras ligadas ao governo e ao PT, incluindo o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o ex-ministro Guido Mantega.
Gleisi Hoffmann direcionou críticas à oposição, destacando conexões com o banco Master. Apontou o governo de Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal, controlador do BRB, que tentou adquirir parte do Master antes da liquidação. Ela ainda mencionou o governo de Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro, referindo-se à alocação de recursos de fundos de pensão estaduais no banco.
Gleisi ressaltou doações de investigados no caso às campanhas de Jair Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas em 2022. A ministra defendeu Ricardo Lewandowski sobre sua consultoria ao Master, afirmando não identificar irregularidades: “Nós estamos muito tranquilos, assim como ele. Não há nada de irregular, nada de imoral, nada de ilegal. E volto a dizer, a Polícia Federal está agindo com rigor nesse caso”.
Em sua declaração mais contundente sobre o tema, Gleisi afirmou: “A tentativa de colar a crise do Master ao governo não prospera. Eles (a oposição) têm muito mais a explicar”.