Segundo ele, ruído ocorre 12 horas por dia

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro realizou uma visita ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde relatou condições adversas enfrentadas durante a detenção. O parlamentar reforçou seu apelo pela concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários.
De acordo com Flávio Bolsonaro, seu pai enfrenta diversas dificuldades durante sua permanência na PF:
* O ex-presidente está confinado em uma sala com ruído constante do ar-condicionado, que funciona aproximadamente 12 horas por dia, levando-o a solicitar protetor auricular para suportar o que o senador classificou como um “zumbido enlouquecedor”.
* Flávio Bolsonaro denunciou a situação como “técnica de tortura”, questionando a impossibilidade de transferência para outra sala sem o ruído em um prédio de grande porte.
* O ex-presidente sofre com crises recorrentes de soluço, relacionadas ao uso de medicamentos, criando um dilema: aumentar a medicação pode causar desequilíbrio e quedas, enquanto sua redução resulta em soluços persistentes.
O senador descreveu que, apesar do abatimento físico, seu pai mantém o bom humor e a “resiliência”. A defesa aguarda manifestação do Supremo Tribunal Federal sobre novo pedido de prisão domiciliar humanitária, com Flávio argumentando que “Qualquer pessoa com bom senso já teria colocado ele em casa”.
Flávio Bolsonaro também abordou questões políticas, reafirmando suas críticas ao processo que resultou na condenação de seu pai, classificando-o como “viciado” e conduzido por opositores políticos. Sobre especulações de divisões internas no grupo político, especialmente após manifestações recentes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador minimizou as divergências e defendeu a unidade do campo conservador.
O parlamentar reiterou sua posição como pré-candidato indicado por Jair Bolsonaro, referenciando uma carta assinada pelo ex-presidente, e aproveitou para criticar o governo federal em questões como impostos, preços de alimentos e segurança pública.
Em sua conclusão, Flávio Bolsonaro enfatizou a importância da união da direita, declarando que “Nosso adversário não está dentro da direita. Está na esquerda”.