Ele enfrenta resistências regionais

© Valter Camargo/Agência Brasil
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recém-filiado ao PSD, enfrenta significativos obstáculos para consolidar sua possível candidatura presidencial em 2026. A decisão do presidente do partido, Gilberto Kassab, de manter a legenda no jogo presidencial expõe desafios estruturais que vão além da escolha do candidato.
Em meio à disputa pela liderança da direita entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), o PSD busca preservar seu protagonismo nacional. A filiação de Caiado, junto com a presença de outros governadores como Ratinho Jr. (PR) e Eduardo Leite (RS), amplia as opções do partido.
* No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) mantém alinhamento com o presidente Lula, dificultando a construção de uma candidatura de oposição
* Na Bahia, o partido integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), ocupando posições estratégicas na administração estadual
* Em estados do Nordeste como Piauí e Pernambuco, o PSD mantém alianças com governos alinhados ao PT
* Em Minas Gerais, o espaço da direita é dominado pelo governador Romeu Zema (Novo), que resiste a compartilhar protagonismo
* Em São Paulo, maior colégio eleitoral, o partido se divide entre a aliança com Tarcísio de Freitas e a busca por autonomia defendida por Kassab
Na região Sul, mesmo com a presença forte de Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, o partido enfrenta divisões internas e dificuldades para unificar palanques. Em Santa Catarina, o espaço conservador é majoritariamente ocupado pelo PL e pelo bolsonarismo.
O principal desafio do PSD não está na escolha do candidato, seja Caiado ou outro nome, mas na capacidade de sustentar uma candidatura presidencial sem comprometer as alianças regionais já estabelecidas. O partido busca evitar uma adesão precoce a outros projetos políticos e manter-se distante da polarização entre Lula e o bolsonarismo.