É a terceira alta consecutiva no índice

Foto: Reprodução/CDL/BH
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) apresentou sua terceira alta consecutiva, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador registrou avanço de 3,7 pontos em novembro em comparação com outubro, alcançando 89,9 pontos. Em médias móveis trimestrais, o crescimento foi de 2,2 pontos.
A economista Geórgia Veloso, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), destacou que “a confiança do comércio subiu pelo terceiro mês consecutivo, com avanços em ambos os horizontes temporais. As avaliações sobre o momento atual voltaram a uma zona de neutralidade da qual haviam se afastado ao longo do segundo semestre, mesmo com a demanda ainda vista como fraca”.
Os principais indicadores apresentaram os seguintes resultados:
* O Índice de Situação Atual (ISA-COM) registrou aumento de 5,2 pontos, atingindo 92,2 pontos, com destaque para as avaliações sobre a situação atual dos negócios, que subiram 8,7 pontos, chegando a 94,9 pontos.
* O Índice de Expectativas (IE-COM) cresceu 2,3 pontos, alcançando 88,2 pontos. As perspectivas de vendas para os próximos três meses subiram 3,8 pontos, atingindo 88,0 pontos.
* Quatro dos seis principais segmentos do setor apresentaram melhora na confiança, impulsionados principalmente pelas avaliações sobre o momento presente.
Veloso ressalta que “a redução do pessimismo acompanha a trajetória mais favorável da confiança dos consumidores, apoiada pelo alívio inflacionário recente e pela expectativa de impacto da nova faixa de isenção do IR para o próximo ano”.
O Indicador de Desconforto do Comércio permanece em seu nível mais elevado desde abril de 2022, com preocupações concentradas nas incertezas macroeconômicas. O custo financeiro superou a demanda insuficiente como fator limitante, evidenciando os desafios enfrentados pelo setor.
A pesquisa, realizada entre os dias 3 e 25 de novembro, indica que, apesar dos avanços positivos, o setor ainda enfrenta obstáculos como o alto nível dos juros e o elevado endividamento das famílias, fatores que impedem o alcance de níveis mais otimistas de confiança.