Moraes foi criticado pela prisão

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O vice-chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Christopher Landau, manifestou-se contra a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). Landau classificou a detenção como “provocativa e desnecessária” e expressou preocupação com a estabilidade política do Brasil.
A decisão judicial foi motivada pela violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro após a meia-noite de sábado, além de uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside. Moraes considerou que não havia mais condições para manter a prisão domiciliar.
Por meio da rede social X, Landau intensificou suas críticas a Moraes, referindo-se ao ministro como “violador dos direitos humanos sancionado”, em alusão à sua inclusão na Lei Magnitsky. O diplomata argumentou que Moraes trouxe “descrédito e vergonha internacional” ao STF por “desrespeitar as normas tradicionais de contenção judicial”.
O presidente americano Donald Trump também se manifestou sobre o caso, declarando que a prisão de Bolsonaro “é uma pena”. Durante uma coletiva com jornalistas, Trump demonstrou confusão inicial sobre o assunto, mas manteve sua posição de apoio ao ex-presidente brasileiro.
A situação gerou repercussões diplomáticas adicionais, especialmente após a recente decisão de Trump de retirar a tarifa adicional de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros. Esta medida provocou disputas de narrativas entre o governo federal e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado nos Estados Unidos.