Sarampo volta a preocupar o Brasil por casos importados dos EUA

Ministério da Saúde (Ministério da Saúde/Divulgação)
Com 52 casos importados registrados e avanço da doença nos EUA, Ministério da Saúde reforça alerta e orienta população sobre vacinação
O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco de o vírus do sarampo chegar ao Brasil, em meio ao avanço da doença nos Estados Unidos e em outros países das Américas. Apesar dos casos importados registrados, o país segue livre da circulação endêmica da doença. Os EUA vivem o maior número anual de casos em mais de 35 anos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% dos registros americanos envolvem pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, o que acende um sinal de alerta para países vizinhos. No Brasil, até a última segunda-feira (5), foram contabilizados 52 casos importados de sarampo. São Paulo concentra a maior parte, com 41 registros, seguido pelo Amazonas, com dez casos, e pelo Rio de Janeiro, com um. O Ministério da Saúde informou que a vacinação foi intensificada nessas regiões para conter uma possível disseminação.
O histórico recente do país serve de alerta. Em 2019, com baixos índices de cobertura vacinal, o Brasil registrou mais de 20 mil casos de sarampo e, após mais de 12 meses de transmissão sustentada, perdeu a certificação de eliminação do vírus. Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) voltou a classificar o Brasil como livre da circulação endêmica da doença. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 43 casos, sem nenhum óbito registrado.
A vacina contra o sarampo é a medida mais eficaz de proteção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quem possui doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta de vacinação, seguindo as orientações do Programa Nacional de Imunizações. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é indicada para crianças a partir dos 12 meses, adolescentes e adultos de até 59 anos que não completaram o esquema vacinal, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.