Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões

Ri Happy / Reprodução
A rede varejista de brinquedos Ri Happy busca renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas com credores pela via extrajudicial em São Paulo
A rede varejista de brinquedos Ri Happy entrou com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para tentar renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas.
O processo foi apresentado à Justiça paulista e envolve um grupo de credores que soma esse montante acumulado pela empresa.
A recuperação extrajudicial é um processo de renegociação entre entes privados, no qual a Justiça é acionada apenas para a homologação dos termos acordados.
Esse modelo difere da recuperação judicial, que é um processo público e coletivo, totalmente conduzido pelo Judiciário e que envolve todos os credores da empresa.
Além da própria Ri Happy, o pedido abrange outras empresas do grupo: Brincar Marcas e Participações, Drh Casa de Festa, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, Partout Administração de Franquias e Bens, e Pbkids Brinquedos.
Todas essas companhias estão incluídas no processo de renegociação das dívidas.
A situação ocorre poucos meses após uma mudança no controle acionário da empresa.
Em agosto, a BluSun Capital Partners anunciou a aquisição de 100% do Grupo Ri Happy, assumindo o comando da rede varejista.
A Ri Happy passa a integrar uma lista crescente de varejistas nacionais que enfrentam crise financeira.
Entre as empresas que optaram por processos semelhantes estão Casas Bahia, Tok&Stok, Mobly, Grupo Pão de Açúcar e Lojas Marabraz, evidenciando um cenário de dificuldades financeiras no setor varejista brasileiro.