PM da reserva é suspeito de matar policial penal em bar de BH

Munição de arma de fogo (imagem ilustrativa)
PM da reserva suspeito de matar policial penal em bar de Belo Horizonte tem prisão convertida em preventiva pela Justiça
Um policial militar da reserva suspeito de matar um policial penal dentro de um bar no bairro Casa Branca, na região Leste de Belo Horizonte, na madrugada de segunda-feira (12/10), terá sua prisão mantida. Durante audiência de custódia realizada na terça-feira (13/10), a Justiça converteu a prisão em preventiva. A decisão foi proferida pela juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca de Belo Horizonte. Segundo a magistrada, a gravidade dos fatos justifica a manutenção da prisão para garantir a ordem pública.
A defesa do PM alegou legítima defesa, mas a juíza ponderou que a dinâmica do crime ainda precisa ser esclarecida. "A legítima defesa exige a utilização moderada dos meios necessários para repelir injusta agressão, atual ou iminente", destacou na decisão. De acordo com o Auto de Prisão em Flagrante, o PM foi encontrado por outros militares com duas armas de fogo. Em depoimento, ele afirmou que conversava com o proprietário do bar e, ao caminhar em direção à saída, foi abordado pela vítima. Ainda conforme a versão apresentada pelo investigado, o policial penal teria iniciado o movimento de sacar uma arma da cintura, momento em que o suspeito efetuou o disparo, alegando legítima defesa. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu durante o atendimento médico. A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Assim que houver, o texto será atualizado.