Petrobras mira novo polo na Bacia de Campos

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Após arrematar 12 blocos por R$ 2,9 bilhões, Petrobras aposta em novo polo de desenvolvimento na Bacia de Campos
A Petrobras espera estabelecer um novo polo de desenvolvimento na Bacia de Campos. A presidente da estatal, Magda Chambriard, fez o anúncio durante conversa com jornalistas nesta quinta-feira (8), em evento no IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), no Rio de Janeiro. A declaração veio um dia após a companhia arrematar 12 blocos no leilão de concessão realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Segundo Chambriard, os 12 blocos adquiridos podem ter volume "bastante relevante" caso as expectativas dos técnicos da estatal se confirmem.
A executiva destacou quatro blocos em particular como os mais promissores do conjunto. "Ali tem quatro blocos que, pra nós, são muito diferenciados e especiais. Obviamente, são áreas exploratórias, que ainda precisam passar pela prova da campanha exploratória, de perfuração de poço pioneiro e poços de delimitação, para então concluirmos se estamos certos ou não. Mas acreditamos que estamos certos. Se a análise da Petrobras estiver certa, vamos ter bons resultados nessa área", disse a CEO.
A presidente da Petrobras também explicou que a Bacia de Campos integra a estratégia de aumento de produção da companhia, com destaque para o uso de tie-backs como uma das principais ferramentas. "Isso significa produzir mais onde a gente já tem produção, mas também explorar mais. Oportunidades adicionais, que podem ser menores, se beneficiam de instalações já existentes. Mais óleo novo em instalações velhas ajuda a diluir os custos, tanto operacionais quanto de investimento", afirmou Chambriard.
A Petrobras arrematou os 12 blocos na Bacia de Campos com 100% de participação, totalizando R$ 2,9 bilhões em bônus de assinatura. Os blocos C-M-115, C-M-161, C-M-163 e C-M-216 foram os adquiridos pelos valores mais altos: R$ 754 milhões, R$ 754 milhões, R$ 629 milhões e R$ 628 milhões, respectivamente. Em um dos casos, o ágio em relação ao bônus de assinatura mínimo previsto em edital chegou a 21.000%, evidenciando o alto potencial atribuído pela estatal a esses ativos. Com os novos blocos, a Petrobras reforça sua presença em uma das bacias mais tradicionais do país e sinaliza aposta em resultados expressivos na região, desde que as campanhas exploratórias confirmem as projeções técnicas da companhia.