Diarista suspeita de matar idosos em BH tem liberdade negada pelo STJ

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STJ nega liminar de habeas corpus à diarista suspeita de matar casal de idosos em Belo Horizonte
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liminar em habeas corpus que buscava a soltura de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, principal suspeita de duplo latrocínio contra um casal de idosos no bairro Cruzeiro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão foi proferida pelo ministro Messod Azulay Neto e publicada oficialmente na quinta-feira (22/10). Ao analisar o pedido de urgência apresentado pela defesa, o ministro considerou que não estavam presentes os requisitos jurídicos necessários para revogar a prisão preventiva nesta fase inicial do processo, tampouco para substituí-la por medidas cautelares alternativas. Com a negativa, Paola Stefany permanecerá recolhida no Complexo Penitenciário Estevão Pinto.
O processo segue agora para o Ministério Público Federal (MPF) e, em seguida, o mérito do habeas corpus será julgado de forma definitiva pela Turma colegiada do STJ. A defesa de Paola Stefany, conduzida pelo advogado Bruno Corrêa Lemos, confirmou ter tido acesso à decisão negativa e garantiu que o trabalho para resguardar as garantias jurídicas da ré continua. Em nota, Lemos destacou o empenho da equipe "para assegurar à acusada o pleno exercício do direito à ampla defesa, ao contraditório e à garantia de um julgamento justo, em respeito ao devido processo legal". O crime ocorreu no fim de junho de 2026, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. As vítimas foram o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Paola Stefany teria cometido os assassinatos no seu primeiro dia de trabalho como diarista na residência do casal, tornando o caso ainda mais impactante pela circunstância em que ocorreu.



