"Quem conduz a eleição é o povo", diz Nunes Marques em evento no TSE

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, junto com outros ministros, durante entrevista coletiva para falar da apuração de 1 turno das eleições no Brasil. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Presidente do TSE destacou que "quem conduz a eleição é o povo brasileiro" em evento com 49 representantes internacionais
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, abriu nesta manhã de sábado (24) o seminário "Programa de Convidados Internacionais para o 2º turno das Eleições Gerais de 2026", realizado na sede do TSE, em Brasília. O evento reuniu 49 representantes e organizações internacionais para analisar e debater o processo eleitoral brasileiro. O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), também esteve presente.
Durante seu discurso de abertura, Nunes Marques ressaltou o papel central do cidadão no processo eleitoral. "A Justiça Eleitoral prepara a eleição, organiza a votação, apura os resultados e assegura o cumprimento das regras, mas quem conduz a eleição é o povo brasileiro", declarou o ministro.
Ao detalhar a estrutura necessária para a realização das eleições no Brasil, Nunes Marques destacou a dimensão logística e tecnológica do processo. "Quando falamos da estrutura das eleições brasileiras, não estamos falando apenas da preparação de mais de 500 mil urnas eletrônicas. Estamos falando de uma das maiores operações de tecnologia e logística eleitoral do mundo, capaz de mobilizar milhões de pessoas em milhares de municípios no mesmo dia", afirmou.
O presidente do TSE ainda comparou a magnitude do processo eleitoral brasileiro ao "Super Bowl", um dos maiores eventos esportivos dos Estados Unidos, reforçando a escala da operação conduzida pelo país a cada eleição.
Ao encerrar sua fala, Nunes Marques agradeceu a presença dos observadores internacionais e das Missões de Observação Eleitoral, reafirmando o compromisso do Brasil com a transparência e a troca de experiências. "O Brasil tem orgulho de apresentar sua experiência eleitoral e permanece aberto à cooperação e ao aprendizado recíproco", concluiu o ministro.