Ministério da Fazenda divulga crescimento de 10,45% na arrecadação de setembro

Imagem ilustrativa: Renda | PIB | Dinheiro | Juros | Investimento - Foto : Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Ministério da Fazenda aponta crescimento de 10,45% na arrecadação federal de setembro, puxado pelo setor de petróleo e gás natural
O governo federal arrecadou R$ 239,4 bilhões em setembro de 2026, representando um crescimento de 10,45% em relação aos R$ 216,7 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. O resultado também superou os R$ 237,5 bilhões de agosto deste ano, com alta de aproximadamente 0,8% em valores corrigidos pela inflação. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (22). No acumulado de janeiro a setembro, o crescimento real das receitas chegou a 6,97% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 2,35 trilhões. O desempenho positivo foi impulsionado por setores específicos da economia, mas também registrou recuos em algumas categorias tributárias.
O principal destaque do mês foi o setor de extração de petróleo e gás natural, que registrou crescimento de 1.221,4% em relação a setembro de 2025. O valor arrecadado nesse segmento saltou de R$ 909 milhões para R$ 12 bilhões. A exportação de óleo bruto de petróleo contribuiu com R$ 2,9 bilhões para o resultado do mês. O Ministério da Fazenda também ressaltou o desempenho das contribuições previdenciárias, que somaram R$ 64,6 bilhões, com crescimento real de 6,18%. Segundo o órgão, o resultado foi influenciado pelo aumento real da massa salarial e pela redução da desoneração da folha de pagamentos.
Por outro lado, a produção industrial registrou queda de 1,83% em agosto, período de referência para parte dos tributos recolhidos em setembro. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), excluído o vinculado à importação, recuou 20,13% em termos reais. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também apresentou retração de 9,06%. A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os rendimentos do trabalho diminuiu 6,67% na comparação com setembro do ano anterior, sinalizando pressão sobre essa categoria específica de receita federal.