Kassio Nunes Marques desvincula canal de Janones da campanha de Lula

Nunes Marques, ministro do STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente do TSE acata pedido da coligação de Lula e desvincula o canal "Exército do Lula" da campanha de reeleição
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou o pedido da coligação "Brasil Pronto pra Mais", do presidente Lula (PT), para desvincular o canal de WhatsApp "Exército do Lula" da campanha de reeleição. O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e acumula quase 5 milhões de inscritos. O pedido da campanha petista foi fundamentado nas novas regras definidas pelo TSE para canais de WhatsApp ligados à disputa eleitoral. Na petição, a coligação afirma que o canal não recebe financiamento, equipamentos, serviços ou suporte profissional.
O grupo também nega que a candidatura oriente, de qualquer forma, as publicações ou utilize os perfis oficiais para direcionar usuários à plataforma. A nova regulamentação do TSE acrescenta os artigos 33-E a 33-G à resolução sobre propaganda eleitoral. Entre os elementos que podem caracterizar vínculo estão o financiamento, o compartilhamento de estrutura, a divulgação do endereço do canal em perfis oficiais e a coordenação do conteúdo. Os critérios não são cumulativos, e a comprovação de apenas um deles já pode ser suficiente para configurar o vínculo.
A coligação do PT argumenta, no entanto, que nenhuma dessas situações está presente no "Exército do Lula". Para a defesa, trata-se de uma iniciativa de pessoa física, André Janones, que manifesta apoio espontâneo à reeleição do atual presidente. Na última terça-feira (13), Kassio Nunes Marques havia determinado que o canal permanecesse suspenso até ser registrado na Justiça Eleitoral e cumprir as condições estabelecidas. Naquele mesmo dia, a campanha informou o endereço do canal no registro da candidatura de Lula, atendendo à exigência imposta. A controvérsia teve início após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentar ao TSE acusações de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação envolvendo o canal. Com a decisão de Kassio Nunes Marques, o "Exército do Lula" segue desvinculado oficialmente da campanha de reeleição do presidente.