Edinho Silva diz que suspensão do "Exército do Lula" é censura

Edinho Silva é presidente do PT - Foto: Divulgação/PT
Presidente do PT classifica como censura a suspensão do canal "Exército do Lula" determinada por Kassio Nunes Marques, do TSE
Edinho Silva, presidente do PT, criticou publicamente a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu novamente o canal "Exército do Lula". A manifestação foi feita pelo dirigente petista por meio de publicação na rede social X, na qual ele classificou a medida como censura. O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) como ferramenta de mobilização de apoiadores do presidente Lula. Segundo Edinho Silva, a adesão ao canal é voluntária e o espaço serve para que militantes recebam e compartilhem informações políticas.
"Mais uma vez, censura a um canal de um deputado reeleito que apoia o presidente Lula", escreveu o presidente do PT. Em sua publicação, ele defendeu que o canal representa uma forma legítima de expressão e organização da militância, e afirmou que a proibição impede a liberdade de expressão e o direito de participação democrática, especialmente durante o período eleitoral. Edinho Silva anunciou que o partido vai contestar a medida na Justiça Eleitoral. "Essa decisão será contestada. A militância tem o direito de se comunicar, se mobilizar e defender suas ideias", completou o dirigente.
Kassio Nunes Marques determinou que o canal fique fora do ar até que seja regularizado junto ao TSE. O ministro estabeleceu que a ferramenta só poderá voltar a funcionar quando o endereço do canal for devidamente registrado na corte eleitoral como meio oficial da campanha de Lula. A decisão também apontou risco de responsabilização da coligação em caso de uso irregular, sob o entendimento de que o canal vinha sendo utilizado como propaganda eleitoral sem o registro exigido pelo TSE. Entre as condições estabelecidas para a eventual continuidade do canal está justamente a comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral.
Kassio Nunes Marques determinou ainda o monitoramento das postagens do canal pela Justiça Eleitoral, medida que também se aplica a canais públicos em aplicativos de mensagem vinculados à campanha de Flávio Bolsonaro. Além disso, o ministro ordenou que a Meta acompanhe publicações durante o período eleitoral, com obrigação de identificar e remover conteúdos idênticos ou equivalentes a materiais já atingidos por ordens de remoção do TSE. O caso ocorre em meio a divergências internas no próprio TSE. A suspensão foi determinada por Kassio Nunes Marques após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, mas a medida já havia sido revogada anteriormente pelo corregedor eleitoral, ministro Villas Bôas Cueva, o que evidencia o impasse institucional em torno do tema. O episódio reforça as tensões entre a campanha do presidente Lula e o TSE durante o segundo turno das eleições, com o PT sinalizando que vai recorrer judicialmente para reverter a suspensão do canal.