Flávio diz que mudança na Constituição focaria em fim da reeleição e Judiciário

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO
Candidato ao segundo turno defende PECs para reformar o Judiciário, reduzir maioridade penal e acabar com a reeleição
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao segundo turno das eleições presidenciais, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa uma ameaça à democracia e reiterou sua defesa por mudanças na Constituição Federal para, segundo ele, "redemocratizar o país". O presidenciável também manifestou apoio à redução da maioridade penal, alterações no sistema tributário, reformas políticas e no Judiciário, além do fim da reeleição. Após se reunir com membros do PP e do União Brasil em Brasília, na quarta-feira (7/10), Flávio Bolsonaro rebateu críticas e afirmou: "Qualquer coisa diferente disso é especulação. Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real, parem de fazer torcida. A ameaça que há à democracia é com o Lula, vocês estão vendo".
Todas as matérias defendidas por Flávio Bolsonaro deverão ser aprovadas por meio de propostas de emenda à Constituição (PECs), instrumentos que exigem o aval de ao menos três quintos do Legislativo. A declaração foi feita um dia depois de o presidenciável afirmar que a direita teria maioria para alterar a Constituição, fala que foi interpretada por parte da imprensa como uma defesa de uma nova Carta Magna. "Temos que respeitar a política. Há várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário, sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC, tem pontos aqui da Reforma Tributária que têm que ser alterados por PEC, o fim da reeleição", defendeu o senador.
Durante evento realizado em Goiânia (GO), na terça-feira (6/10), Flávio Bolsonaro comemorou o avanço da direita no Congresso Nacional e afirmou que o apoio de parlamentares conservadores facilitará mudanças constitucionais, caso ele vença as eleições. "O Brasil me deu um Congresso mais à direita do que é hoje, com maioria no Senado, para fazer presidente do Senado. Com maioria na Câmara, para fazer presidente da Câmara. Para mudarmos a Constituição, para redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", declarou. Na quarta-feira, o senador voltou a associar a imagem de Lula à crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). "Com o Flávio Bolsonaro, não vai ter presidente da República passando a mão no telefone e ameaçando o dono de veículos de comunicação. Não vai ter presidente da República combinando com um amigo no Supremo para fazer busca e apreensão na fonte de vocês jornalistas", afirmou o candidato.