Ministra do TSE que barrou púlpito vazio de Lula tem histórico de doações ao PT

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Ministra do TSE que barrou exibição do púlpito vazio de Lula na Globo tem histórico de doações a candidatos do PT e do PSOL
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que determinou que a Globo não poderia exibir o púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate previsto para a noite desta quinta-feira (1º), tem um histórico de doações para candidatos do PT e do PSOL. A informação foi divulgada pelo Blog do Cláudio Dantas e confirmada pela Itatiaia. Segundo os registros, Estela Aranha realizou três doações a candidatos de partidos de esquerda ao longo dos anos.
A primeira ocorreu em 30 de setembro de 2004, quando ela contribuiu com R$ 800 para a campanha de Nabil Bonduki, então candidato a vereador pelo PT em São Paulo. Anos depois, em 3 de outubro de 2018, a ministra doou R$ 1 mil para Jean Wyllys, candidato a deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro. A terceira doação aconteceu em 14 de agosto de 2022, no valor de R$ 750, destinada à campanha de Erika Hilton (PSOL) para deputada federal. Estela Aranha assumiu o cargo no TSE em agosto de 2025, após ser nomeada pelo presidente Lula para uma das vagas destinadas à advocacia na Corte. Seu nome foi selecionado a partir de uma lista tríplice encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da República.
Antes de integrar o TSE, Estela Aranha atuou no governo Lula como secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na gestão do então ministro Flávio Dino. Nessa função, ela ficou conhecida por uma postura combativa em relação às grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Posteriormente, Estela Aranha foi nomeada assessora especial da Presidência da República, passando a integrar a assessoria internacional do órgão, chefiada pelo ex-chanceler Celso Amorim. O histórico de vínculos com o campo político que apoia o atual governo reacende o debate sobre a imparcialidade da decisão que impediu a Globo de mostrar o espaço vazio reservado ao presidente durante o debate.