Presidente do PT diz que Nunes Marques garantiu que não haverá mudança em regras

© José Cruz/Arquivo Agência Brasil
Presidente do PT se reuniu com Kassio Nunes Marques e afirma que não haverá mudanças nas regras na reta final do 2° turno
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (21/10) que se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e que ele "garantiu" que não haverá surpresas na reta final da campanha eleitoral. A declaração ocorre em meio à polêmica sobre uma possível minuta do TSE que bloquearia canais de WhatsApp nas 48 horas anteriores ao 2° turno, marcado para 25 de outubro. Edinho Silva classificou a ideia de lançar tal minuta como uma "mudança concreta de regras na reta final da campanha".
O dirigente do PT deixou claro que o partido está disposto a tomar medidas jurídicas caso as regras sejam alteradas de forma a beneficiar alguma candidatura. "Você não pode mexer em regras do jogo quando o jogo está em andamento. Você não pode tomar medidas que favoreçam mais uma candidatura do que outra. E nós também, infelizmente, vamos tomar as nossas medidas jurídicas. Nós vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis, nós não queremos privilégios, nós não queremos beneficiamento, nós queremos que as regras sejam mantidas para que a disputa seja uma disputa igualitária, para que não haja favorecimento em uma candidatura que nós queremos. Regras para que não haja nenhum favorecimento", disse.
Além da questão da minuta, Edinho Silva também se posicionou sobre o debate da TV Globo, defendendo que haja checagem de fatos durante a transmissão. O presidente do PT afirmou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) "mente demais" e que o debate não pode se tornar um instrumento de desinformação. "A Rede Globo cheque como faz as grandes emissoras de televisão no mundo quando se tem debate, que cheque o que é verdade e mentira, porque ele mente muito, portanto, o debate não pode ser um instrumento de desinformação", afirmou. Edinho Silva completou: "O debate tem que ser um instrumento de formação de opinião do eleitor. Então, o correto é que haja uma checagem de cada resposta dos dois candidatos, para saber quem está falando a verdade e quem está mentindo para o eleitor num momento tão decisivo que nós estaremos a 48 horas das urnas da votação".
Um levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (21/10) mostrou os dois candidatos empatados dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. Sobre os números, Edinho Silva destacou a trajetória de crescimento do candidato do PT. "O presidente Lula vem crescendo, em relação a própria Quaest, ele cresce de forma muito acentuada, e claro a rejeição do Flávio aumenta, porque o Brasil está interpretando o que ele representa, as perdas de direitos que ele representa, porque uma coisa é o que ele diz na campanha, outra coisa é a trajetória do Flávio", disse. O cenário eleitoral segue tenso a poucos dias do 2° turno, com o PT atento a qualquer movimentação que possa alterar as condições da disputa.