Novo caso de ebola na Nigéria amplia preocupação regional na África

Micrografia eletrônica colorida do vírus Ébola - Créditos: CDC/Cynthia Goldsmith via Wikimedia Commons
Primeiro caso de ebola na Nigéria é confirmado como cepa Bundibugyo; paciente é uma diplomata vinda de Uganda com falência múltipla de órgãos
A Nigéria confirmou seu primeiro caso de ebola, identificado como da cepa Bundibugyo, a mesma responsável pela epidemia em curso na República Democrática do Congo, que já ultrapassa 9.000 casos. A paciente é uma diplomata, conforme revelado pelas autoridades durante uma reunião de emergência realizada nesta quarta-feira (21) para tratar do surto.
Olajumoke Babatunde, diretora do serviço de laboratórios de saúde pública do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Nigéria, confirmou o resultado dos exames: "Realizamos três níveis de testes, todos de natureza molecular. A cepa revelou ser a Bundibugyo". Outro funcionário acrescentou que "esta pessoa é, de fato, uma diplomata", cujo estado de saúde se deteriorou, evoluindo para uma "falência múltipla de órgãos".
Segundo o ministro da Saúde, Muhamad Ali Pate, a diplomata chegou à Nigéria em um voo vindo de Uganda. Ele informou que ela foi levada a um hospital particular na capital, Abuja, "onde recebeu atendimento durante vários dias antes de o diagnóstico ser confirmado".
Ebola na República Democrática do Congo
Desde maio, a República Democrática do Congo (RDC) enfrenta o 17º surto de ebola em sua história. Em poucos meses, o surto tornou-se o mais letal já registrado nesse país da África Central, ultrapassando 9.000 casos e causando 4.381 mortes, de acordo com as autoridades sanitárias congolesas.
O impacto da epidemia também se estende a países vizinhos. Desde o início de outubro, o Quênia registrou nove casos, incluindo uma morte. A vítima era um cidadão queniano que vivia na RDC e que teria infectado as outras oito pessoas.
A confirmação do caso na Nigéria amplia as preocupações regionais com a disseminação do vírus ebola, reforçando a necessidade de vigilância nos países que mantêm rotas aéreas com áreas afetadas pela epidemia.