Dengue em BH: PBH pede denúncias de focos

Foto: nuzeee/Pixaba/ Agência Brasil
Prefeitura de BH convoca população a denunciar focos do Aedes aegypti enquanto MG se prepara para possível nova epidemia de dengue em 2027
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está convocando a população para denunciar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti e intensificar os cuidados contra a dengue, zika e chikungunya. O alerta ocorre às vésperas da temporada de chuvas, enquanto o Governo de Minas Gerais se prepara para uma possível nova epidemia de dengue em 2027. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 156, pelo aplicativo BHSIM ou pelo Portal de Serviços da PBH. De janeiro a setembro deste ano, cerca de 1,2 mil solicitações relacionadas a possíveis focos do mosquito foram registradas pelos canais oficiais.
Em 2025, foram mais de 1,7 mil pedidos de vistoria. A partir das denúncias recebidas, agentes de Combate às Endemias e agentes sanitários realizam vistorias e orientam os responsáveis sobre as medidas necessárias para eliminar os criadouros. A Prefeitura orienta que os moradores fiquem atentos a imóveis abandonados, obras inacabadas, piscinas sem manutenção e outros locais que possam acumular água parada. A PBH reforça que uma vistoria de cerca de 10 minutos dentro de casa já pode ajudar a identificar os principais pontos de risco.
O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou nesta quinta-feira (8/10) que o governo trabalha com a possibilidade de um aumento expressivo dos casos de dengue em 2027. A preocupação leva em conta o histórico de ciclos da doença, além das condições de temperatura e chuva previstas para os próximos meses. Minas Gerais registrou a maior epidemia de dengue de sua história em 2024, com 1.651.722 casos prováveis, 1.409.866 casos confirmados e 1.324 mortes. Em 2025, foram 160.882 casos prováveis, 121.012 confirmados e 161 óbitos. Neste ano, até 25 de setembro, o estado contabilizava 63.647 casos prováveis, 47.502 confirmados e 49 mortes. A Secretaria de Estado de Saúde afirma que já prepara os municípios para um eventual aumento da circulação do Aedes aegypti, com capacitação das regiões e antecipação de recursos financeiros.
O Estado também utiliza estratégias como vacinação e a liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya. Quando um foco é identificado durante uma vistoria, o responsável pelo imóvel recebe um prazo para corrigir o problema. Caso a situação não seja resolvida em uma nova visita, a ocorrência pode ser encaminhada para os setores de fiscalização sanitária ou urbanística da Prefeitura. A PBH reforça que a prevenção precisa fazer parte da rotina dos moradores, principalmente com a chegada do período chuvoso.