Justiça denuncia 14 por ataque à Caixa Econômica em MG

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Justiça Federal inicia ação penal contra 14 acusados de atacar a Caixa Econômica Federal em Itajubá (MG) em junho de 2022
A Justiça Federal aceitou nova denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e deu início à ação penal contra 14 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa armada responsável pelo ataque a uma agência da Caixa Econômica Federal em Itajubá, no Sul de Minas Gerais. O crime ocorreu entre os dias 22 e 23 de junho de 2022 e resultou na morte de um civil e em cinco policiais militares feridos durante os confrontos. A nova denúncia amplia as investigações sobre o caso. Em julho de 2022, o MPF já havia denunciado um integrante do grupo que foi preso em flagrante durante a fuga. Na ocasião, ele foi condenado a 22 anos e 2 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de roubo à agência bancária e a veículos, incêndio e dano qualificado contra o patrimônio público.
A defesa recorreu da sentença, mas a 1ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) negou provimento ao recurso e manteve integralmente a condenação. Na nova ação penal, o mesmo réu também responde pelo crime autônomo de integrar organização criminosa armada. De acordo com a denúncia, durante a ocupação do perímetro urbano de Itajubá, integrantes do grupo efetuaram disparos de fuzil contra um automóvel ocupado por civis que passava próximo a um cruzamento. Um dos ocupantes foi atingido na perna, recebeu atendimento hospitalar, mas morreu dez dias depois em razão de complicações vasculares decorrentes do ferimento. A investigação também aponta que uma policial militar sofreu lesões corporais ao buscar abrigo durante o cerco armado ao batalhão da Polícia Militar. Outros quatro policiais foram atingidos por disparos de fuzil em pontos de bloqueio montados pelos criminosos nas rotas de fuga.
Segundo a apuração, a organização criminosa atuou com divisão de tarefas na execução do ataque à agência da Caixa Econômica Federal. O grupo utilizava uma propriedade rural localizada em Santa Rita de Caldas (MG) para armazenar armamentos de uso restrito, veículos e equipamentos empregados na ação. Ainda conforme a denúncia, durante o ataque os criminosos realizaram bloqueios em vias públicas, incendiaram automóveis em frente ao batalhão da Polícia Militar, dispararam contra forças de segurança e utilizaram explosivos industriais para atacar o prédio da Caixa Econômica Federal. Do local foram levados R$ 814,8 mil em cédulas e R$ 1,46 milhão em joias mantidas sob custódia no setor de penhores da instituição financeira. Os denunciados responderão por crimes como organização criminosa armada, roubo, latrocínio consumado e tentado, uso de explosivo, incêndio, dano ao patrimônio público e porte de arma de fogo de uso restrito. Além da responsabilização criminal, o MPF pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo para reparação civil dos danos materiais e morais causados. O requerimento inclui o ressarcimento dos valores e das joias subtraídos da Caixa Econômica Federal, indenizações a proprietários de veículos destruídos com base na Tabela Fipe e o reembolso dos custos de reconstrução das instalações do batalhão policial e do reparo de viaturas danificadas.



