Brasil supera Arábia Saudita no fornecimento de petróleo à China

Fonte: Wikipédia; Plataforma P-51, destinada a produção de petróleo e gás natural.
O Brasil se tornou o 2º maior fornecedor de petróleo bruto à China nos primeiros nove meses de 2026, superando a Arábia Saudita, segundo dados alfandegários.
O Brasil ultrapassou a Arábia Saudita e se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China nos primeiros nove meses de 2026. Os dados alfandegários divulgados nesta terça-feira, 20 de outubro, pela Reuters confirmam a mudança na hierarquia dos fornecedores do produto ao gigante asiático. Segundo os registros aduaneiros, a China importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo bruto do Brasil no período de janeiro a setembro, superando as 43,12 milhões de toneladas provenientes da Arábia Saudita no mesmo intervalo.
Somente em setembro, as importações de petróleo brasileiro pela China atingiram 5,15 milhões de toneladas, o equivalente a 1,25 milhão de barris por dia (bpd), representando um crescimento de 18% em relação ao mesmo mês do ano anterior. - As compras de petróleo da Arábia Saudita em setembro recuaram para 2,70 milhões de toneladas, ou 660 mil bpd, uma queda expressiva de 62% na comparação com o mesmo período de 2025. - A Rússia manteve a liderança como principal fornecedora de petróleo à China, com importações de 9,94 milhões de toneladas em setembro, ou 2,42 milhões de bpd, alta de 20% na comparação anual, embora com recuo de 11% frente ao mês anterior. - As importações provenientes do Iraque totalizaram 4,84 milhões de toneladas, ou 1,18 milhão de bpd, uma queda de 19% em relação ao ano anterior, mas um avanço de 248% em comparação a agosto. - Os dados alfandegários apontaram ausência total de importações de petróleo bruto dos Estados Unidos, da Venezuela e do Irã em setembro, resultado idêntico ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
A tabela a seguir apresenta os volumes importados pelos principais fornecedores em setembro de 2026 e setembro de 2025, com as respectivas variações percentuais, segundo dados alfandegários e cálculos da Reuters: - Indonésia: 1,72 milhão de toneladas (setembro/2026) contra 2,13 milhões (setembro/2025) — queda de 19% - Iraque: 4,84 milhões contra 5,97 milhões — queda de 19% - Kuwait: 1,62 milhão contra 0,95 milhão — alta de 71% - Malásia: 1,16 milhão contra 3,87 milhões — queda de 70% - Omã: 1,22 milhão contra 2,68 milhões — queda de 54% - Arábia Saudita: 2,70 milhões contra 7,13 milhões — queda de 62% - Emirados Árabes Unidos: 3,00 milhões contra 2,86 milhões — alta de 5% - Angola: 0,93 milhão contra 2,15 milhões — queda de 57% - Rússia: 9,94 milhões contra 8,29 milhões — alta de 20% - Brasil: 5,15 milhões contra 4,37 milhões — alta de 18% - Venezuela: sem importações registradas nos dois períodos
O avanço do Brasil no ranking de fornecedores de petróleo bruto à China reflete o crescimento consistente das exportações brasileiras do produto ao mercado chinês, enquanto países como Arábia Saudita e Malásia registraram quedas expressivas no mesmo período. A Rússia segue como líder isolada no fornecimento de petróleo à China, com volumes significativamente superiores aos demais países. (Reportagem de Sam Li e Lewis Jackson)