Homem é condenado a 18 anos por tentar matar outro durante festa em MG

Foto: TRT13
Réu foi condenado por matar jovem com 11 tiros e tentar matar outro durante festa em sítio na zona rural de Bom Despacho, em MG
Um homem foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão por matar um jovem com 11 tiros e tentar matar outro durante uma festa em um sítio na zona rural de Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri, e a sentença foi determinada pela 1ª Vara da Comarca. O réu responde pelos crimes de homicídio doloso e tentativa de homicídio, com a pena a ser cumprida inicialmente em regime fechado. O crime aconteceu na madrugada de 8 de novembro de 2020, durante uma festa realizada em um sítio no Condomínio Santa Rita, na zona rural de Bom Despacho.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o réu atirou contra uma das vítimas na varanda do imóvel, atingindo-a com 11 disparos. Durante a fuga, ele e um comparsa passaram com um veículo por cima do corpo do jovem, que morreu no local. A condenação do segundo envolvido foi extinta após o seu falecimento durante o andamento do processo. Ainda no decorrer dos disparos, um segundo jovem presente na festa foi atingido no tórax. O tiro perfurou o pulmão da vítima, que sobreviveu após receber socorro de terceiros e atendimento médico. Ela ficou internada por uma semana e sofreu sequelas psicológicas em decorrência do atentado.
As investigações indicaram que o crime foi motivado por desavenças anteriores entre o réu e a vítima fatal. Entre as provas apresentadas estão exames de luminol, que identificaram sangue humano no assoalho do veículo utilizado na fuga. As apurações também revelaram tentativas de intimidação de testemunhas após o ocorrido. Para o promotor de Justiça Olemar Miranda Santiago, responsável pela acusação, a condenação representa uma resposta da Justiça à violência na região, diante da brutalidade do homicídio e do risco a que foram expostas as pessoas que participavam da festa em Bom Despacho. Além de fixar a pena em 18 anos e 8 meses de reclusão em regime inicial fechado, a Justiça determinou a execução imediata da condenação. O réu, que já se encontrava preso preventivamente, não poderá recorrer em liberdade, encerrando assim um processo que acompanhou os desdobramentos do caso desde os eventos de novembro de 2020.



