BNDES aprova R$ 2,68 bi para empresas de Minas Gerais

Fernando Frazão/Agência Brasil
O BNDES aprovou R$ 2,68 bilhões do Plano Brasil Soberano para empresas mineiras desde o lançamento do programa em setembro de 2025
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 2,68 bilhões em crédito do Plano Brasil Soberano destinados a empresas de Minas Gerais desde o lançamento do programa, em setembro de 2025. No âmbito nacional, o total de recursos aprovados chega a R$ 32,6 bilhões, enquanto na região Sudeste o montante alcança R$ 14,58 bilhões. O programa foi criado pelo governo federal como resposta estruturada aos impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e às tensões geopolíticas globais. A iniciativa tem como objetivo central proteger postos de trabalho, preservar as cadeias produtivas nacionais e garantir a autonomia e o crescimento contínuo da economia brasileira.
O plano está organizado em três fases principais, cada uma voltada a setores estratégicos distintos. A primeira etapa contemplou empresas diretamente atingidas pelas tarifas norte-americanas. A segunda ampliou o apoio a exportadores afetados por instabilidades no cenário internacional. Já a terceira fase, lançada em julho, conta com um orçamento total de R$ 22,6 bilhões. Nessa terceira etapa, o BNDES já recebeu R$ 1,17 bilhão em propostas de crédito originadas de Minas Gerais, com destaque para capital de giro voltado à exportação e projetos de investimento.
Em nível nacional, essa fase acumula R$ 14,1 bilhões em pedidos, dos quais R$ 5,4 bilhões já foram aprovados pelo banco. Para acessar os recursos, as empresas precisam atender aos critérios estabelecidos nas portarias interministeriais do programa. Os elegíveis se dividem entre o grupo afetado pelas tarifas dos EUA, setores industriais considerados relevantes e exportadores com atuação voltada a países do Golfo Pérsico. As solicitações e comprovações de elegibilidade devem ser realizadas diretamente na plataforma oficial do Brasil Soberano. "O Brasil Soberano é uma resposta do Estado brasileiro à altura dos desafios impostos pelo tarifaço e pelas tensões geopolíticas. Ao garantir crédito e condições para que as empresas atravessem esse momento, o programa protege empregos, preserva cadeias produtivas e assegura que o país siga crescendo com autonomia", afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Com os números consolidados até o momento, o BNDES reforça seu papel como instrumento central da política industrial brasileira diante de um cenário externo marcado por incertezas comerciais e geopolíticas.