Banco Central aponta alta de 0,4% no crédito

Foto: Banco Central/Reprodução
Banco Central divulga que estoque de crédito atingiu R$ 7,444 trilhões em setembro, com alta de 8,6% em 12 meses
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro brasileiro registrou alta de 0,4% em setembro ante agosto, atingindo R$ 7,444 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 29. No acumulado de 12 meses, o crescimento chegou a 8,6%, refletindo a expansão contínua do crédito no país. O desempenho foi puxado por diferentes segmentos. O saldo das operações com pessoas físicas avançou 0,1% em setembro e 9,9% em 12 meses, enquanto para empresas a alta foi de 1,0% no mês e 6,5% no acumulado anual. O estoque de crédito livre subiu 0,8% no período, ao passo que o crédito direcionado, com recursos do BNDES e da poupança, ficou estável (0,0%) na mesma comparação. Entre os recursos livres, os saldos para pessoas físicas subiram 0,2%, enquanto para pessoas jurídicas o avanço foi de 1,7%. O total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 55,6% para 55,5% de agosto para setembro.
O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento de pessoa física cresceu 0,8% em setembro, na comparação com agosto, segundo o Banco Central. O saldo atingiu R$ 1,443 trilhão, com alta de 13,7% em 12 meses. Já o estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física cresceu 0,4% no mesmo período, para R$ 417,4 bilhões, acumulando alta de 9,9% em 12 meses. No setor agropecuário, o saldo de crédito para empresas recuou 0,3% entre agosto e setembro, para R$ 57,663 bilhões, embora tenha crescido 5,8% no acumulado de 12 meses. O saldo para a indústria avançou 1,1%, para R$ 1,030 trilhão, com alta de 5,5% em 12 meses. O montante destinado ao setor de serviços cresceu 0,2%, para R$ 1,670 trilhão, acumulando avanço de 6,1% no período anual. O saldo do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados ("outros") aumentou 14,9%, para R$ 8,939 bilhões, com alta expressiva de 46,1% em 12 meses. Já o saldo de financiamentos do BNDES para empresas ficou estável em setembro na comparação com agosto, com crescimento de 9,2% em 12 meses, conforme informou o Banco Central. As linhas de financiamento agroindustrial do BNDES subiram 0,4% em setembro, o financiamento de investimentos ficou estável e o crédito para capital de giro caiu 0,9%.
O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro subiu 0,7% em setembro, na comparação com agosto, para R$ 22,110 trilhões, de acordo com o Banco Central. O montante equivale a 164,9% do PIB brasileiro. Essa métrica inclui empréstimos no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e operações com títulos públicos e privados, entre outros, oferecendo uma visão ampla sobre como empresas, famílias e o governo estão se financiando. O saldo do crédito ampliado para empresas também subiu 0,7% em setembro, para 54,4% do PIB. As concessões de crédito livre dos bancos subiram 3,4% em setembro, na comparação com agosto, para R$ 674,1 bilhões, segundo o Banco Central. No acumulado de 12 meses, cresceram 11,2%. Esses dados não têm ajuste sazonal.
As concessões para pessoas físicas subiram 0,2% no mês, para R$ 348,7 bilhões, com avanço de 10,1% em 12 meses. As concessões para empresas subiram 7,1%, para R$ 325,3 bilhões, registrando alta de 12,5% no acumulado anual. Com ajuste sazonal, as concessões de crédito caíram 1,3% em setembro na comparação com agosto, conforme o Banco Central. As concessões para pessoas físicas avançaram 0,6%, enquanto para empresas recuaram 3,4%. As concessões no crédito livre dessazonalizadas caíram 0,4%, com alta de 1,1% para pessoas físicas e queda de 3,0% para empresas. Já as concessões no crédito direcionado, com recursos do BNDES e da poupança, recuaram 11,8% em setembro na série com ajuste, com queda de 5,4% no segmento de pessoas físicas e de 7,8% no segmento de empresas. Os dados divulgados pelo Banco Central mostram que, apesar do crescimento geral do estoque de crédito no sistema financeiro, as concessões com ajuste sazonal apresentaram retração em setembro, especialmente no crédito direcionado, sinalizando um comportamento mais cauteloso em determinados segmentos do mercado.