Guerra entre cartéis de drogas provoca atentado com carro-bomba no México

Veículos e casas danificadas após a explosão de um carro-bomba em frente à delegacia no estado de Zacatecas, México - Imagem: Edgar Chavez
Governo do México aponta disputa entre Cartel Jalisco Nova Geração e Cartel do Pacífico como motivação para o ataque em Zacatecas
O governo do México atribuiu, nesta sexta-feira (4), o recente ataque com carro-bomba contra uma delegacia à disputa entre os maiores cartéis do país.
A explosão ocorreu no domingo (30), durante uma festa patronal em um povoado no estado de Zacatecas, região estratégica para o tráfico de drogas que, desde julho, voltou a ser palco de violência intensa.
O secretário de Segurança do México, Omar García Harfuch, explicou em coletiva de imprensa que "uma das linhas de investigação situa o ataque no contexto da disputa mantida por células criminosas do Cartel Jalisco Nova Geração e do Cartel do Pacífico".
As autoridades costumam se referir ao Cartel de Sinaloa, fundado por Joaquín "El Chapo" Guzmán, pelo nome de Cartel do Pacífico.
Segundo García Harfuch, esse "confronto entre células criminosas que buscam controlar rotas, territórios e atividades ilícitas (...) continua gerando esses episódios de violência e ataques contra as autoridades".
O carro-bomba utilizado no ataque continha 200 kg de material explosivo, detonado por meio de um artefato improvisado, conforme informou o secretário.
O saldo do ataque foi de onze pessoas feridas e dez residências com danos graves, além da destruição parcial da delegacia atingida.
Três pessoas foram detidas pelas autoridades, entre elas o considerado "principal responsável" pelo ataque, segundo García Harfuch, que acompanhou a presidente Claudia Sheinbaum a Zacatecas para a coletiva de imprensa diária.
Dados oficiais indicam que a média diária de homicídios em Zacatecas caiu de 4,5 em 2021 para 0,2 desde o início deste ano.
No entanto, a descoberta de cinco corpos pendurados em uma ponte, em julho, reacendeu o alerta e reavivou o temor entre a população local, sinalizando que a disputa entre os cartéis pela região ainda está longe de ser resolvida.