Trump diz que petróleo volta a fluir por Ormuz e cobra países

Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Evan Vucci
Trump afirma que países deverão reembolsar os EUA pelos custos do conflito com o Irã e prevê forte queda no preço do petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que o petróleo está voltando a fluir pelo Estreito de Ormuz e declarou que outros países deverão reembolsar Washington pelos custos relacionados ao conflito com o Irã.
As declarações foram feitas por meio de publicações na plataforma Truth Social. Em uma das postagens, Trump criticou nações que, segundo ele, não colaboraram com os Estados Unidos durante a crise.
"Os países do mundo, que não nos ajudaram em absolutamente nada, deveriam e vão reembolsar os Estados Unidos quando essa farsa de guerra acabar", escreveu o republicano, acrescentando que os EUA estão agindo "muito mais pelos outros do que por nós mesmos".
Em outra publicação, Trump voltou a responsabilizar o governo do ex-presidente Joe Biden pela alta de preços nos Estados Unidos e afirmou que, com exceção temporária do petróleo, os preços estão caindo "fortemente".
O presidente também fez uma previsão sobre o comportamento do mercado de petróleo após o fim do conflito com o Irã. "O petróleo vai cair como uma pedra assim que o conflito militar com o Irã acabar, e isso não vai demorar", declarou.
Antes dessas postagens, Trump também abordou a alta nos preços do diesel, atribuindo o aumento "principalmente" à guerra entre Rússia e Ucrânia, e não à operação militar americana contra o Irã.
O presidente reforçou ainda que o petróleo chegou a ser negociado a preços mais elevados durante a gestão Biden do que nos níveis atuais.
Trump aproveitou as publicações para defender a atuação americana contra o programa nuclear iraniano, reafirmando que os Estados Unidos impediram Teerã de obter uma arma nuclear.
Pela manhã, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, demonstrou confiança em um aumento dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz nas próximas semanas.
No entanto, o trabalho de reparo em um oleoduto saudita atingido por ataques deve levar semanas, o que prejudica os fluxos da commodity pelo Mar Vermelho, rota alternativa que evita Ormuz.