PR: Suspeito de matar jovem buscou emprego na academia onde ela trabalhava

Thaissa Gabriely Oliveira Marques, de 21 anos — Foto: Redes sociais
Gabriel de Andrade tentou vaga de emprego no local dias antes de matar Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, em Londrina
O principal suspeito de assassinar a jovem Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, havia tentado uma vaga de emprego na academia onde ela trabalhava, em Londrina, no Norte do Paraná, dias antes de cometer o crime. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (14) pelo delegado Magno Miranda, da Polícia Civil.
Segundo ele, Gabriel de Andrade compareceu ao estabelecimento manifestando interesse em trabalhar no local, preencheu um formulário online a pedido do gerente, mas não foi aprovado no processo seletivo.
O assassinato ocorreu na última sexta-feira (11). Thaissa foi morta a facadas no estacionamento da academia enquanto distribuía panfletos. De acordo com as investigações policiais, a jovem reagiu a uma tentativa de estupro e acabou sendo golpeada pelo agressor. O velório e o sepultamento foram realizados no sábado (12).
Após cometer o crime, Gabriel fugiu, mas precisou parar em uma rua próxima ao local em razão de ferimentos na mão. Para justificar os machucados às pessoas que o socorreram na via pública, ele inventou que havia sido vítima de um assalto.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Polícia Militar foram acionados para atender a falsa ocorrência. Ao mesmo tempo, trabalhadores que chegaram à academia encontraram manchas de sangue no estacionamento e acionaram as autoridades, que localizaram o corpo de Thaissa.
Ao ser confrontado pelos policiais militares no local do suposto assalto, Gabriel confessou o crime. Segundo os agentes, ele declarou que pretendia estuprar a jovem e, diante da resistência dela e de não conseguir consumar o ato, cometeu o assassinato.
O homem foi preso em flagrante por homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro. No entanto, ao ser encaminhado para prestar depoimento formal à Polícia Civil, o suspeito apresentou versões contraditórias. Ele alegou não se lembrar dos detalhes do crime, afirmando recordar-se apenas de ter ido à academia.
As investigações apontam indícios de premeditação no caso. Gabriel permanece preso e à disposição da Justiça.