Prefeitura de BH registra aumento de 60% em teleconsultas

fachada da prefeitura de belo horizonte PBH
Prefeitura de BH registra crescimento de 60% nas teleconsultas em 2026, com 40 mil atendimentos remotos realizados entre janeiro e agosto
A Prefeitura de Belo Horizonte registrou cerca de 40 mil teleconsultas entre janeiro e agosto de 2026, um crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados aproximadamente 25 mil atendimentos remotos. A modalidade tem sido utilizada principalmente para situações de menor gravidade, que podem ser avaliadas sem que o paciente precise se deslocar até uma unidade de saúde. Entre os principais motivos que levam os moradores a buscar as teleconsultas estão diarreia (27%), nasofaringite (15%) e infecções agudas das vias aéreas (7%). O serviço está disponível para moradores de Belo Horizonte a partir dos dois anos de idade que estejam cadastrados em um dos 154 centros de saúde da capital.
Durante o atendimento remoto, o médico realiza a avaliação clínica e orienta o paciente sobre os cuidados necessários. Quando indicado, também podem ser emitidas receitas, solicitados exames e realizados encaminhamentos. Os documentos são enviados ao paciente por e-mail, tornando o processo mais prático. Para agendar uma teleconsulta, o morador deve acessar a plataforma da Prefeitura, realizar o cadastro e escolher um horário disponível. Vale destacar que as teleconsultas não substituem a avaliação presencial quando ela se faz necessária.
Caso o médico identifique a necessidade de exame físico ou de uma análise mais detalhada, o paciente é orientado a procurar uma unidade de saúde. Segundo a Prefeitura, a modalidade permite ampliar as formas de acesso ao serviço e direcionar o atendimento presencial para situações que exigem avaliação em uma unidade. O secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte, destacou a importância do crescimento registrado: "O crescimento das teleconsultas mostra que a população está incorporando novas formas de acesso ao atendimento de saúde. Quando uma situação pode ser avaliada remotamente, o cidadão ganha tempo e evita um deslocamento que muitas vezes não é necessário". Ainda de acordo com Miguel Duarte, o modelo também contribui para direcionar o atendimento presencial aos casos que necessitam de avaliação clínica em uma unidade de saúde, otimizando os recursos disponíveis na rede municipal.