Putin chega à Índia para cúpula do Brics

Xi Jinping e Vladimir Putin - © SPUTNIK/ALEKSEY DRUZHININ/KREMLIN
O presidente russo participa da cúpula do Brics em Nova Délhi em meio a guerras na Ucrânia e no Oriente Médio e tensões entre EUA e China
O presidente russo Vladimir Putin chegou nesta sexta-feira (11) a Nova Délhi, na Índia, para participar da cúpula do Brics. A visita ocorre em um momento de tensões globais, com guerras em curso na Ucrânia e no Oriente Médio e o acirramento das disputas entre Estados Unidos e China, fatores que expõem divisões internas no bloco. Segundo o pool de imprensa do Kremlin, organizado pela agência RIA Novosti, Putin e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi já se reuniram na manhã desta sexta-feira. A agenda conjunta prevê ainda a visita a uma exposição e a participação no Fórum Empresarial do Brics ao longo do dia.
A cúpula de líderes está marcada para o sábado, seguida, no domingo, por uma reunião no formato Brics+. A Índia, anfitriã do encontro, enfrenta o desafio de preservar sua relação histórica com a Rússia e seus canais com a China, ao mesmo tempo em que aprofunda parcerias com os Estados Unidos e outras potências ocidentais. Nova Délhi manteve laços nos setores energético e de defesa com Moscou durante a guerra na Ucrânia, mas também reforçou sua aproximação estratégica com Washington. O encontro ocorre ainda em meio às tensões envolvendo o Irã, integrante do Brics ampliado.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o presidente chinês Xi Jinping estão entre os líderes esperados na capital indiana. China e Rússia mantêm relações próximas com Teerã, enquanto a Índia adota postura mais cautelosa e cultiva relações tanto com os Estados Unidos quanto com a Europa. Com 11 integrantes, o Brics reúne cerca de metade da população mundial, mas sua expansão também ampliou diferenças políticas e econômicas entre os membros. Entre os temas em debate estão o maior uso de moedas locais, mecanismos de pagamento que reduzam a dependência do dólar e reformas em instituições financeiras globais. O Brasil será representado na cúpula pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.