Netanyahu diz que Irã está perto do colapso

Benjamin Netanyahu primeiro ministro de israel
Primeiro-ministro israelense afirma que derrubada do regime iraniano está próxima e descarta solução diplomática para o conflito
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou, durante uma visita às tropas israelenses na Síria, que o Irã está à beira do colapso. A declaração foi feita no contexto da guerra no Oriente Médio, que já se estende por seis meses, com os combates se intensificando na região. Netanyahu fez a declaração no lado sírio do Monte Hermon, na fronteira entre Israel e Síria, durante uma visita ao Ministro da Defesa, Israel Katz. "Ainda há trabalho a ser feito — a principal tarefa é derrubar o regime terrorista no Irã. Estamos muito perto disso. Sabemos que todo o eixo acabará por ruir", disse ele.
O premier israelense foi além e chamou os governantes do Irã de "selvagens", descartando qualquer possibilidade de solução diplomática para encerrar o conflito. Em um evento realizado na noite de terça-feira (25), Netanyahu revelou ter transmitido essa visão diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um encontro recente. Na ocasião, ele também elogiou a campanha de pressão econômica promovida pelo aliado americano contra Teerã. "Duvido que seja possível chegar a um acordo com aquele grupo lá, com aqueles selvagens. Eu digo a vocês: um acordo não pode ser alcançado", declarou Netanyahu. Um dia antes dessas declarações, Netanyahu havia feito uma revelação grave: o Irã teria tentado assassinar um de seus filhos.
O premier não especificou qual deles, nem quando ou onde a tentativa teria ocorrido. Netanyahu tem dois filhos e uma filha. "Aconteceu algo inacreditável: o Irã mirou em um dos meus filhos. O Irã tentou matar um dos meus filhos", declarou Netanyahu durante uma entrevista por telefone ao canal Channel 14. As declarações de Netanyahu reforçam a escalada de tensão entre Israel e o Irã, em meio a um conflito que mostra poucos sinais de arrefecimento. O premier israelense segue adotando uma postura combativa, descartando negociações e sinalizando que o objetivo de Israel é o colapso do regime iraniano.