Ex-delegada acusada de atirar contra policiais vai ao Tribunal do Júri

Foto: MPMG/Reprodução
Segunda instância da Justiça aceita recurso do MPMG e determina que ex-delegada acusada de atirar contra policiais seja julgada pelo Tribunal do Júri.
A ex-delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Monah Zein, acusada de atirar contra policiais durante uma abordagem transmitida ao vivo pelas redes sociais, em Belo Horizonte, será levada a júri popular. A decisão foi tomada pela segunda instância da Justiça, após recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que contestou a decisão inicial favorável à ex-delegada. Em primeira instância, a Justiça havia determinado que Monah Zein não seria submetida a júri popular. O MPMG, no entanto, recorreu da decisão e solicitou que o caso fosse julgado pelo Tribunal do Júri.
Na quarta-feira (16/9), a segunda instância aceitou o recurso e determinou o envio do caso ao júri popular. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ainda não há data nem previsão para a realização do julgamento. O caso teve origem em 21 de novembro de 2023, quando equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros se deslocaram até o apartamento de Monah Zein, localizado na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A ida ao local ocorreu após mensagens atribuídas a ela em um grupo de WhatsApp serem consideradas "preocupantes".
Naquele período, a ex-delegada estava afastada do trabalho e deveria retornar às atividades em breve. Conforme os registros policiais, Monah Zein estava armada com uma pistola e teria disparado contra quatro policiais durante a ocorrência. Enquanto os agentes estavam no prédio, ela chegou a transmitir parte da situação ao vivo pelas redes sociais, chamando atenção para o episódio. Monah Zein permaneceu dentro do imóvel e acabou presa em flagrante quase dois dias após o incidente. Posteriormente, passou a responder ao processo em liberdade provisória. Em agosto de 2024, o MPMG apresentou denúncia contra ela por tentativa de homicídio e resistência. O caso segue sem data definida para julgamento, mas a determinação do júri popular representa um novo capítulo no processo judicial envolvendo a ex-delegada.