Terceira vítima de acidente na BR-262 é sepultada em Betim

Ônibus que tombou no ES levava 47 passageiros de Contagem-MG em excursão para o litoral Sul do estado - Foto: Redes sociais
Terceira vítima do tombamento de ônibus na BR-262, no ES, Maria Aparecida Martins Barbosa foi sepultada em Betim nesta quarta-feira (30)
A terceira vítima do acidente com ônibus de turismo na BR-262, no Espírito Santo, Maria Aparecida Martins Barbosa, de 53 anos, foi velada e sepultada nesta quarta-feira (30), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A cerimônia teve início às 10h30, no Cemitério Municipal de Betim, com o enterro marcado para as 13h30.
Maria Aparecida estava entre os passageiros do ônibus que retornava de uma viagem ao litoral capixaba com destino a Contagem, quando o veículo tombou no domingo (27), na chamada Curva da Ferradura, na BR-262, no Espírito Santo.
O acidente resultou em três mortos e 45 feridos.
Além de Maria Aparecida, perderam a vida o motorista Douglas Rodrigues de Souza Oliveira, de 38 anos, e a passageira Vera Lúcia de Andrade, de 44 anos.
Os dois foram velados e sepultados na terça-feira (29), em Contagem e Belo Horizonte, respectivamente.
Relembre o caso
O ônibus partiu de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite de sexta-feira (25), transportando passageiros em uma excursão turística com destino a Itaoca, distrito de Itapemirim, no litoral sul do Espírito Santo.
No retorno, no domingo (27), o veículo tombou na Curva da Ferradura, na BR-262.
Após o acidente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o veículo estava vinculado à empresa GOJ Transporte e Turismo Ltda.
Apesar de possuir Certificado de Segurança Veicular (CSV), certificado do cronotacógrafo e seguro de responsabilidade civil válidos, o ônibus não tinha autorização para realizar o trajeto no qual ocorreu o tombamento.
De acordo com a agência, a licença de viagem aberta para o veículo previa um percurso entre Santa Bárbara (MG) e São Paulo (SP).
Como o acidente ocorreu no Espírito Santo, fora da rota autorizada, a ANTT concluiu que o ônibus operava de forma irregular no momento da ocorrência.
O que dizem as empresas envolvidas
A Érica Tur, empresa responsável pela venda dos pacotes da excursão, estava com o CNPJ baixado no momento do acidente.
A reportagem tentou contato com a empresa, mas não obteve retorno.
Já a GOJ Transporte e Turismo afirmou que havia vendido o ônibus a um transportador ligado a uma cooperativa.
A Cooperativa Vanzeiros de Minas, por sua vez, informou que não consegue confirmar se o veículo pertence a um de seus cooperados.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente, que tirou a vida de Maria Aparecida e outras duas pessoas, além de deixar dezenas de feridos.