Reino Unido reafirma defesa das Malvinas

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Reino Unido afirma manter forças adequadas no Atlântico Sul para defender as Malvinas após questionamentos no Parlamento
O governo do Reino Unido declarou que mantém forças militares no Atlântico Sul em nível considerado adequado para defender as Ilhas Malvinas de qualquer "ameaça potencial". A afirmação ocorreu após parlamentares questionarem, nesta terça-feira (8), a capacidade britânica de dissuadir uma eventual ação militar argentina contra o arquipélago. Em sessão na Câmara dos Comuns, a ministra para o Desenvolvimento Internacional, Kirsty McNeill, afirmou que Londres envia uma mensagem "inequívoca" de que as ilhas permanecerão britânicas enquanto essa for a vontade de seus habitantes.
A declaração veio em resposta a um deputado que questionou se o governo dispunha de meios navais e aéreos suficientes para "dissuadir e, se necessário, defender" as ilhas diante de uma possível ação militar. "Nossas forças no Atlântico Sul são mantidas no nível apropriado para garantir a defesa das Ilhas Malvinas contra qualquer ameaça potencial", afirmou McNeill durante a sessão parlamentar.
Outro parlamentar levantou preocupações ao citar o aumento dos gastos de defesa da Argentina sob o presidente Javier Milei, além dos planos de expansão da base naval na Terra do Fogo. Questionada sobre uma eventual revisão da avaliação de ameaças diante desse cenário, McNeill respondeu que o governo está "confiante" de que a capacidade defensiva atualmente disponível é adequada ao quadro de riscos existente. O debate ocorre em um contexto de renovada tensão diplomática em torno das Malvinas. Na semana passada, Milei anunciou medidas mais rígidas para impedir a exploração unilateral de petróleo no arquipélago e reafirmou a soberania argentina sobre o território, que permanece sob controle britânico desde a Guerra das Malvinas, em 1982.