Lula participou pessoalmente de elaboração do comunicado sobre crise no STF

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - Foto: Reprodução/Rede Vanguarda
Presidente participou pessoalmente da elaboração do comunicado sobre o caso Banco Master e pediu quebra total do sigilo das investigações
O presidente Lula participou pessoalmente da elaboração da nota em que reagiu à crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF). O petista publicou, nas redes sociais, nesta quarta-feira (9/9), um comunicado em que defendeu a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao caso Banco Master, pedindo a retirada "urgente" do segredo das apurações "sobre todos os envolvidos".
Segundo apurou a coluna de Milena Teixeira, no Metrópoles, Lula chegou a ditar um trecho da nota, que passou por ajustes finais do chefe da Secom, Sidônio Palmeira, e do presidente do PT, Edinho Silva. Assessores da área de discursos da Secom também participaram da elaboração do texto, fazendo ajustes na redação antes da publicação. Na nota, Lula cobrou "explicações e medidas imediatas" sobre a "crise que tomou conta do Poder Judiciário" e defendeu a "quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master". Em suas redes sociais, o presidente foi direto: "Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário.
Se faz necessário mais transparência, e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral". O presidente foi além e afirmou: "É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade". A declaração de Lula ocorreu após a crise no STF se intensificar com a divulgação de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na semana passada. Desde então, dois ministros da Corte, André Mendonça e Alexandre de Moraes, passaram a pedir investigações um contra o outro por suas condutas, aprofundando o impasse institucional.