STF esclarece que registro de servidor da PF em gabinete de Fux foi erro técnico

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
STF esclarece que registro de servidor da PF no gabinete de Luiz Fux foi causado por inconsistência técnica no sistema
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma nota à imprensa na noite desta quinta-feira, 3, esclarecendo que o gabinete do ministro Luiz Fux não conta com nenhum delegado da Polícia Federal (PF) em atuação. A explicação foi necessária após o sistema interno da Corte registrar, de forma equivocada, um servidor da PF lotado no gabinete do ministro, o que gerou questionamentos sobre a presença de delegados nos gabinetes do tribunal.
Segundo o STF, o problema foi causado por uma "inconsistência técnica" no sistema de cadastro de pessoal. "Em razão de uma inconsistência técnica no sistema de cadastro de pessoal, foram exibidas temporariamente informações de servidores que não integram o quadro do Tribunal. O único delegado cujo nome constou vinculado ao Gabinete do Ministro Luiz Fux não chegou a tomar posse no órgão. Ressalta-se, portanto, que não há qualquer delegado designado ou em atuação no referido gabinete", diz a nota. O Supremo informou ainda que a falha foi identificada e corrigida junto à empresa responsável pelo sistema, e que as informações disponíveis no portal já foram regularizadas. O tema ganhou repercussão após o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, noticiar que o ministro Gilmar Mendes sugeriu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que vete a atuação de delegados da PF em gabinetes de magistrados do tribunal.
A informação havia sido publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo e posteriormente confirmada pelo Broadcast Político. A reportagem original indicava que cinco delegados da PF estariam cedidos ao STF. No entanto, após a correção feita pelo próprio Supremo, o número correto é de quatro delegados. Dois deles atuam no gabinete do ministro André Mendonça, com foco em investigações relacionadas ao Banco Master e a descontos indevidos de aposentados do INSS. Um terceiro delegado está lotado no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, enquanto o quarto atua na Polícia Judicial. O episódio evidencia a sensibilidade do tema sobre a presença de delegados da PF nos gabinetes de ministros do STF, debate que ganhou força com a sugestão de Gilmar Mendes ao presidente Fachin para restringir essa prática.