Tráfego no Estreito de Ormuz cai pela metade em meio à escalada entre Irã e EUA

Navios no Estreito de Ormuz
Tráfego no Estreito de Hormuz cai pela metade após ataques entre Irã e EUA; Teerã diz controlar reabertura da passagem
O tráfego no Estreito de Hormuz caiu pela metade após a retomada de ataques entre Irã e Estados Unidos na região, segundo dados de monitoramento marítimo citados pelo canal Al Jazeera.
Em meio à escalada de tensões, autoridades iranianas declararam que a passagem só será reaberta com o consentimento de Teerã.
A contagem mais recente registra cerca de seis embarcações comerciais transitando pelo estreito, um volume aproximadamente duas vezes menor do que o verificado na semana anterior.
Esses números, no entanto, não refletem com precisão a realidade, pois mascaram os navios que desligam seus sistemas de rádio ao cruzar a passagem.
Adversários do Irã "não conseguem destravar" a passagem e, por isso, "recorrem a ações maliciosas", afirmou uma autoridade ligada à área de segurança do país.
De acordo com Ebrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, o Estreito de Hormuz não pode ser reaberto sem a concordância de Teerã.
Azizi também declarou que os alvos atingidos por forças iranianas receberam "os golpes mais fortes".
Para ele, os ataques recentes servem como demonstração de que o Irã tem capacidade de cumprir ameaças feitas anteriormente.
Uma empresa estatal saudita de navegação confirmou que um de seus petroleiros foi atacado no início da semana.
A companhia informou que o episódio resultou na morte de dois tripulantes.
O céu sobre o Golfo ficou relativamente mais calmo durante a madrugada, em comparação com as noites anteriores da mesma semana.
O maior episódio registrado foi um ataque com drones no Kuwait que, segundo os iranianos, teve como alvo bases dos EUA na região.
Após uma intensa troca de ataques entre forças dos EUA e do Irã no início da semana, houve um aumento nos contatos diplomáticos na região.
As conversas envolveram líderes de países do Golfo, em meio à preocupação com novos episódios de violência e seus possíveis efeitos sobre o comércio marítimo.
O presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, falou por telefone com Donald Trump sobre os desdobramentos do conflito.
O diálogo ocorreu enquanto a região acompanhava novos relatos de ataques e a possibilidade de interrupções na navegação pelo Estreito de Hormuz.