Morre Gracindo Jr., ator e diretor que participou da inauguração da Globo

Gracindo Jr. morreu aos 83 anos - Foto: Divulgação | Globo
Ator e diretor Gracindo Jr. faleceu em casa no Rio de Janeiro; causa da morte foi confirmada como causas naturais
A causa da morte do ator e diretor Gracindo Jr. foi divulgada na manhã desta quarta-feira (2). O veterano artista faleceu na noite de terça-feira de causas naturais em sua residência no Rio de Janeiro, conforme informou a TV Globo, emissora com a qual teve uma longa trajetória.
Gracindo Jr. deixa a esposa Daisy Poli, com quem viveu por quase 50 anos, e cinco filhos. Entre eles, dois seguiram os passos do pai nas artes: Gabriel Gracindo, de 48 anos, e Pedro Gracindo, de 41. O corpo do ator será cremado nesta quinta-feira (3), no Rio de Janeiro.
Filho do consagrado ator Paulo Gracindo (1911-1995), Gracindo Jr. dedicou mais de cinco décadas de sua vida à arte. Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, ele iniciou a carreira aos 15 anos, em 1959, atuando na Rádio Nacional como ator e redator. No teatro, sua estreia foi na peça "A Escada", de Oswald de Andrade.
Um dos marcos de sua trajetória foi a participação na inauguração da TV Globo, em 1965, emissora onde construiu grande parte de sua carreira em novelas e programas históricos. "Eu entrei no início da TV Globo. Ela estreia em abril de 1965, em dezembro de 1964 eu já estava contratado", relatou ao Memória Globo em 2022.
Na emissora, Gracindo Jr. participou de diversas novelas de sucesso, como "Rosinha do Sobrado", "Padre Tião", "A Rainha Louca", "A Próxima Atração", "Os Ossos do Barão" e "Supermanoela". Também esteve em "O Bem Amado", ao lado do pai, Paulo Gracindo, e em "O Casarão", onde pai e filho interpretaram o mesmo protagonista em fases diferentes da vida.
Sua lista de trabalhos na Globo ainda inclui "Mandala", "O Salvador da Pátria", "Rainha da Sucata", "Deus nos Acuda", "Explode Coração", "Anjo de Mim", "Esplendor" e "Celebridade".
Como diretor, assinou trabalhos em "Marron-Glacé" e no programa "Os Trapalhões", além de criar e apresentar os primeiros videoclipes exibidos pelo "Fantástico" com artistas brasileiros. No cinema, Gracindo Jr. acumulou papéis em produções como "Os Homens que eu Tive" (1973), "Os Trapalhões na Serra Pelada" (1982), "Floresta das Esmeraldas" (1985), "Desterro" (1991), "A Selva" (2004) e "Segurança Nacional" (2010).
Nos anos 2000, também atuou em novelas da TV Record, como "Cidadão Brasileiro", "Poder Paralelo" e na minissérie "Rei Davi". Apesar de ter se formado em psicologia, Gracindo Jr. nunca exerceu a profissão, preferindo dedicar toda a sua vida ao universo artístico que o consagrou por mais de meio século.