Gilmar apontou chance de decisões conflitantes para pedido de vista

ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministro do STF pede vista e paralisa por até 90 dias julgamento sobre afastamento de Andrei Rodrigues, chefe da PF
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu o julgamento sobre o afastamento do chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao pedir vista do caso. O ministro apontou três motivos para a decisão, que paralisa o processo por até 90 dias. Com o pedido de vista, o julgamento fica suspenso, mas permanece em vigor a determinação do relator, ministro André Mendonça, pelo afastamento preventivo imediato de Rodrigues. Até o momento, além de Mendonça, já votaram o presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, e o ministro Kassio Nunes Marques.
O ministro Dias Toffoli ainda precisa definir se participa do julgamento ou mantém seu impedimento relacionado a processos do caso Master. Gilmar Mendes deve encaminhar o caso para análise do plenário completo do Supremo, e não apenas da Segunda Turma. Nesse cenário, dez ministros votariam sobre a decisão de Mendonça, salvo eventuais impedimentos declarados por algum magistrado.
A votação teve início às 10h, após o próprio Mendonça solicitar que sua decisão fosse referendada pelos colegas no plenário virtual da Segunda Turma. Foi o ministro Luiz Fux quem convocou os demais integrantes para participarem da votação. A possibilidade de decisões conflitantes entre diferentes instâncias ou composições do tribunal foi um dos fatores citados por Gilmar Mendes para justificar o pedido de vista, reforçando a necessidade de uma análise mais ampla e colegiada do caso.