Galoucura: membro é denunciado por atirar em lutador

Foto: Reprodução
Integrante da Galoucura é denunciado por tentativa de homicídio contra lutador de MMA da própria torcida em BH
Um integrante da Galoucura, torcida organizada do Atlético Mineiro, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) à Justiça por tentativa de homicídio contra outro membro da própria organizada. O caso ocorreu no dia 9 de julho deste ano, durante uma confraternização da torcida no Estádio Baleião, na Vila Fazendinha, no Aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a denúncia, o acusado perseguiu o lutador de MMA Bruce Souto, de 37 anos, e efetuou diversos disparos contra ele. Bruce tentou fugir, mas foi perseguido pelo rival, que continuou atirando até esvaziar a munição.
Um dos disparos atingiu o quadril do lutador. Mesmo ferido, ele conseguiu pular uma cerca e recebeu ajuda para ser levado ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Após os disparos, o denunciado fugiu do local em um veículo não identificado.
A investigação aponta que a tentativa de homicídio estaria relacionada a uma disputa interna entre dois grupos da Galoucura, em meio à eleição para a presidência da organizada prevista para 2027. Segundo o MPMG, Bruce apoiaria a chapa ligada à atual presidência da torcida, enquanto o denunciado seria uma das lideranças do grupo de oposição e teria lançado candidatura para a disputa.
O homem foi localizado e preso pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar no domingo (30/8), no bairro Santa Tereza, na regional Leste da capital. De acordo com o registro policial, ele deixou uma residência acompanhado da mãe e, ao ser abordado, recebeu ordem para colocar as mãos sobre a cabeça. Inicialmente, ele levou as mãos à cintura e retirou dois celulares, que foram apreendidos. Em seguida, obedeceu à ordem dos policiais e foi preso.
O MPMG também aponta antecedentes envolvendo confrontos entre torcidas. O denunciado foi condenado pelo homicídio de um torcedor do Cruzeiro durante uma briga entre integrantes de organizadas, em 2010, na avenida Nossa Senhora do Carmo, em Belo Horizonte. Em 2013, ele foi condenado pelo Tribunal do Júri a 17 anos e 3 meses de prisão. Após cerca de sete anos, passou ao regime semiaberto. Em 2018, ele teria participado de um ataque a uma Kombi com torcedores do Cruzeiro no Barro Preto, região Centro-Sul de BH. Um dos passageiros ficou inconsciente após as agressões. O episódio resultou no retorno do homem ao regime fechado, e ele obteve liberdade condicional em 2022. O MPMG também cita uma ocorrência registrada em 2024, no Barreiro, que terminou com a morte de um torcedor do Cruzeiro. Segundo o órgão, o denunciado permaneceu detido até o ano passado. A denúncia ainda será analisada pela Justiça, que decidirá sobre o prosseguimento da ação penal.