Em nova fase da disputa, Lula e Flávio recalibram estratégias diante do empate

Lula e Flávio Bolsonaro - Imagem: Ricardo Stuckert/Divulgação e Washington Alves
Campanha de Lula fala em "novo momento", enquanto Flávio Bolsonaro projeta ultrapassar o petista após o feriado de Independência
Com a aproximação nas intenções de voto, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) estão reavaliando suas estratégias para a disputa eleitoral nacional.
Enquanto o time petista identifica um "novo momento" na corrida, o entorno do senador Flávio Bolsonaro projeta ultrapassar o ex-presidente após o feriado de 7 de setembro.
A campanha de Lula reconhece que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os vazamentos de investigações envolvendo o filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana, o Marcola, vêm pautando o debate eleitoral.
Diante desse cenário, aliados do presidente consideram a eleição indefinida e buscam calibrar uma resposta adequada.
A principal aposta petista é reforçar a imagem de Lula como "presidente", uma figura institucional e experiente, capaz de conduzir o país em um momento de crise.
A campanha também avalia que as eleições começam de fato com o início da propaganda no rádio e na televisão, período em que as menções ao pleito crescem nas redes sociais.
Nessa "nova fase", Lula ainda aparece marginalmente à frente nas principais pesquisas, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro trata as sondagens com otimismo e mira ultrapassar Lula nas intenções de voto após o feriado da Independência.
O PL prepara um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, e acredita que o evento será potencializado por revelações sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.
O entorno de Flávio Bolsonaro aumenta o tom contra o magistrado e aposta que a crise ajudará a manter o eleitorado de direita mobilizado.
A estratégia do time de Flávio Bolsonaro é oferecer um novo eixo de confronto com a gestão de Lula, reforçando a narrativa de que há "dobradinhas" entre o STF e o Planalto nos últimos anos.
Para a equipe do senador, os números das pesquisas indicam a consolidação de sua competitividade após as crises que abalaram sua campanha.
O ato na Avenida Paulista é visto também como um teste de capacidade de mobilização, com o objetivo de que o movimento de rua se traduza em avanço nas sondagens.